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| Foto Tiago Stille/Governo do Ceará |
O primeiro concurso público destinado exclusivamente à população indígena cearense foi lançado nesta quinta-feira (20), pelo Governo do Estado. Os aprovados serão professores nas escolas indígenas da rede pública estadual.
Serão, ao todo, 200 vagas que contemplarão 14 etnias: Anacé, Gavião, Jenipapo-Kanindé, Kalabaça, Kanindé, Kariri, Pitaguary, Potyguara, Tabajara, Tapeba, Tapuya Kariri, Tubiba Tapuya, Tupinambá e Tremembé. Essas etnias contam com 39 escolas distribuídas nos municípios de Acaraú, Aquiraz, Aratuba, Canindé, Caucaia, Crateús, Itapipoca, Itarema, Maracanaú, Monsenhor Tabosa, Novo Oriente, Pacatuba, Poranga, Quiterianópolis, São Benedito e Tamboril.
O valor da remuneração será de R$ 6.147,69 para a carga horária de 40 horas semanais, com auxílio-alimentação de R$ 15,87 por dia útil trabalhado, conforme cargo inicial dos servidores do magistério da Secretaria da Educação.
"O concurso público específico para professor indígena é uma luta do próprio movimento, dos nossos troncos velhos, e nós conseguimos através de muita luta, de muita resistência", disse a pedagoga Socorro Rodrigues, do povo Tapuya Kariri, que atua na Escola Indígena Francisco Gonçalves de Sousa, na Aldeia Gameleira, em São Benedito, onde foi feito o lançamento do certame.
"A escola dos povos indígenas é um instrumento da transmissão dos valores, da vida, da cultura desse povo. Ela é muito mais do que a transmissão de conhecimentos pedagógicos dos que não são indígenas. E é por isso que eu tenho a absoluta segurança de que a decisão que estamos tomando é histórica, mesmo", entende o governador Elmano de Freitas (PT).
Juliana Alves, titular da Secretaria dos Povos Indígenas, também destacou o ineditismo do momento. "Esse edital é motivo de muita alegria. E nossa alegria é maior por ser lançado no nosso território indígena", ela disse.
Com informações do Diário do Nordeste.
