![]() |
| Foto Diário do Nordeste |
É nas ruas que a escalada da extrema pobreza tem relevado os desafios de toda gestão pública. Em meio aos pedidos de ajuda nos semáforos, não é difícil notar famílias inteiras ocupando praças, parques, calçadas e viadutos – dormindo no chão ou em colchões improvisados com papelão ou restos de espuma.
Divididos entre o "trabalho" de pedir, crianças que vivem em situação de rua praticamente passam despercebidas por aqueles que não querem ter o sossego interrompido por um pedido de ajuda.
Em meio a esse cenário, a infância ainda está ali. Em paralelo ao fluxo dos carros, por exemplo, é possível enxergar nas mãos de Denis (fictício) algumas cartas do Naruto e da Copa do Mundo de futebol, com as quais brinca quando não está pedindo ajuda. Com Luana (fictício), a sua boneca barbie "velha" e "arrupiada".
Se perguntar qual é o personagem favorito do Naruto, talvez descubra que é o "Gaara", porque ele "invoca a areia". É o que me explica o pequeno Denis, de apenas 8 anos, que mora nas ruas com seu irmão de 10 anos e sua tia, a qual chama de mãe.
Já a pequena Luana, de 2 anos, diz, com as palavras ainda enroladas de quem está aprendendo a falar, que gosta de boneca enquanto brinca com uma. A mãe de Luana, Maria de Fátima (fictício), explica que ela e a filha só estão ali até conseguir juntar o dinheiro do aluguel e voltar para o kitnet que moravam, que custa R$ 300.
Com informações do Diário do Nordeste.
