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| Foto Honório Barbosa |
O volume de água armazenado nos açudes cearenses monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) é importante para que tenhamos uma fotografia do cenário hídrico do Estado. Quanto maior for o índice acumulado, maior é o conforto no que versa o abastecimento humano e maiores são os benefícios gerados à agricultura.
O retrato deste início de outubro é positivo. Conforme levantamento realizado pelo Diário do Nordeste, com base nos dados da Cogerh, os 157 reservatórios monitorados acumulam, juntos, 35,1% de água. Este é o melhor índice para o período dos últimos 9 anos. Apenas em 2012 outubro começara com volume superior ao atual.
Mas, quais fatores explicam esta boa manutenção das reservas hídricas nos açudes? E quais são os principais proveitos advindos deste volume?
O professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Cleiton da Silva Silveira, explica que o fato de as chuvas terem se postergado para além do primeiro semestre do ano tem importante papel na redução da evapotranspiração dos açudes.
Evapotranspiração é o processo simultâneo de transferência de água para a atmosfera por evaporação da água do solo - em corpos d'águas, como lagos, córregos, rios e mares - e da vegetação úmida e por transpiração das plantas.
Fatores como vento, temperatura e umidade, também interferem na quantidade de água evaporada dos espelhos de água, mas, a radiação é apontada como um dos principais fatores. Justamente neste ponto o especialista avalia que houve uma significativa redução na radiação, o que acabou contribuindo para a manutenção dos volumes.
"Junho, julho e agosto tivemos precipitações pouco acima da normal [climatológica] no Ceará, o que contribuiu para aumentar a cobertura de nuvens e isso impactou na quantidade de radiação que chega na superfície e, consequentemente, reduziu a evapotranspiração", ilustra o docente da UFC, Cleiton da Silva.
Com informações do Diário do Nordeste.
