domingo, 23 de outubro de 2022

Como é viver na cidade mais quente do Ceará: "tem dia que é insuportável"

Fofo Diário do Nordeste 
Ao longo destes 21 dias inicias de outubro, em todos eles a cidade de Jaguaribe figurou entre as 10 mais quentes do Brasil, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inemt). A onda de calor, no entanto, não se restringe apenas ao atual mês. Em setembro, a cidade cearense também registrou temperaturas escaldantes, cuja média máxima superou os 37 graus Celsius.

Em outubro, conforme dados do Inmet, a média máxima ultrapassa a marca dos 38 graus, a mais alta do Ceará.

Diante de temperaturas extremas, nas quais a sensação térmica rompe facilmente a barreira dos 40ºC, os quase 20 mil moradores da cidade se veem obrigados a readaptar suas rotinas durante o segundo semestre do ano, período em que os termômetros marcam os maiores picos.

Uso prolongado de ar-condicionado e ventiladores, reforço nas roupas protetoras ao se expor ao sol, maior ingestão de líquido e aumento da frequência de banho, uso intenso de protetores solares e até mudança no local de trabalho. Vale tudo para - tentar - fugir da onda de calor e minimizar os danos à saúde causados por ela.

A jornalista Ana Patrícia de Oliveira conta ter tido que moldar sua rotina neste segundo semestre do ano. Desde que as altas temperaturas começaram a ser registradas, em setembro, Patrícia passou a sair de casa em horários estratégicos. "A intenção é fugir do sol sempre que possível", diz.

Aos que não possuem a mesma flexibilidade de horário, a alternativa é vestir roupas protetoras. "Saio de casa sempre com blusas de manga longa e abuso do protetor solar", detalha o universitário Ramon Freitas.

Em comum aos dois, está a crescente na conta de energia por decorrência da necessidade de aparelhos como ventilador e ar-condicionado.

Com informações do Diário do Nordeste.