terça-feira, 11 de outubro de 2022

3 a cada 10 mulheres no Ceará só fazem mamografia pela primeira vez após os 55 anos

Foto Shutterstock
O exame pode ser incômodo, mas é indispensável: é por meio da mamografia que casos de câncer de mama são detectados de forma precoce, aumentando as chances de cura. No Ceará, porém, 3 a cada 10 mulheres só fazem o procedimento pela 1ª vez após 55 anos de idade, bem além do recomendado pelas autoridades de saúde.

O Estado registra uma média de 41 mil mamografias por ano entre mulheres de 55 anos ou mais. Do total, cerca de 12 mil relatam ser a primeira vez. Os dados são do Sistema de Informação do Câncer (Siscan) e representam uma média entre os anos de 2019 a 2021, calculada pelo Diário do Nordeste.

50 A 69 ANOS

é a faixa etária que, segundo o Instituto Nacional do Câncer, deve realizar mamografia regularmente. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda o início aos 40 anos de idade.

Em 2022, até setembro, 32,5 mil mulheres acima de 55 anos fizeram mamografia no Ceará, 8 mil delas pela 1ª vez. Entre aquelas acima de 45 anos, foram mais de 58 mil exames – 16.705 das mulheres nunca tinham feito antes (28%), como aponta o Siscan.

O sistema nacional alerta que pode haver subnotificação, porque nem todos os municípios enviam os dados.

ACESSO DIFÍCIL AO EXAME

A procura tardia pela mamografia entre as cearenses ocorre por uma junção de fatores, como aponta Daniele Castelo Branco, gestora da Associação Nossa Casa de Apoio a Pessoas com Câncer e coordenadora da Rede Mama:

Desconhecimento sobre a importância de fazer mamografia anualmente;

Medo: as mulheres sabem que precisam fazer o exame, mas acham que “dói”;

Dificuldade de acesso.

“As mulheres vão ao posto de saúde e o médico pede o exame, mas elas ficam dois, três meses, até 1 ano aguardando pra fazer a mamografia. O fato de não conseguirem esse acesso dificulta a realização”, lamenta Daniele.

Com informações do Diário do Nordeste.