segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Cearense troca carro por moto elétrica: 'gasto metade do que gastava com gasolina'

O preço da gasolina, que subiu em média 55,5% no Ceará entre maio de 2020 - quando a escalada dos combustíveis iniciou - e julho deste ano, tem obrigado os condutores de veículos a buscarem alternativas para o transporte. Mesmo com as reduções das últimas semanas, o valor do litro segue em patamar alto.

Uma das saídas, prevista como tendência inevitável e acelerada pelos altos custos dos combustíveis tradicionais, é a adoção de veículos elétricos, especialmente patinetes, bicicletas e motos.

O consultor de marketing Lucas Cerqueira dos Santos é um dos aderentes dessa estratégia. Proprietário de um carro, ele estava gastando mais de R$ 1 mil por mês com gasolina que já estava limitando de visita a familiares e momentos de lazer devido ao peso no orçamento.

Através de um contato profissional, ele conheceu o mundo dos veículos eletrônicos e passou a considerar a possibilidade. Depois de três meses se aprofundando no tema e fazendo contas para atestar a vantagem financeira do investimento, Lucas fechou a compra de uma moto, recebida há cerca de 10 dias.

O processo de pesquisa consistiu em analisar a qualidade dos produtos, mas também o financiamento e em quanto a parcela ia ficar. A decisão dependia do seguinte: eu estava gastando mais de R$ 1 mil por mês com gasolina. Então, a parcela da moto teria que ser uma economia, incluindo a parcela da moto e quanto eu ia gastar com energia a mais"

LUCAS CERQUEIRA DOS SANTOS

Consultor de Marketing

O consultor revela que está pagando pouco mais de R$ 400 de financiamento e que o aumento estimado com as recargas da bateria da moto deve ser de R$ 1 por dia.

Dessa forma, a troca do carro pela moto elétrica representa, para ele, uma redução de mais de 50% nos gastos.

Tendo em vista a economia mensal, Lucas e a esposa não precisaram fazer ajustes no orçamento para incluir o investimento no novo principal meio de transporte do casal.

"Sobre a experiência, está sendo algo completamente libertador. Porque de uns tempos pra cá eu estava gastando muito dinheiro com gasolina só pra sobreviver, ir para o trabalho, visitar cliente. Então, eu estava começando a cortar momentos, porque os gastos com o carro já estavam alto demais", ressalta.

Com informações do Diário do Nordeste.