quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Mesmo com redução das chuvas no Ceará, número de açudes acima de 90% da capacidade é o maior desde 2011

Foto Honório Barbosa/ SVM
A quantidade de açudes cearenses com volume de armazenamento hídrico acima dos 90% é o maior dos últimos 11 anos para esta reta final de agosto. O bom cenário se manteve mesmo diante das reduções pluviométricas registradas no Ceará. O levantamento foi realizado pelo Diário do Nordeste, com base nos dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

Atualmente, são 50 açudes com mais de 90% - dentre os quais, oito estão sangrando (confira lista ao fim da matéria). Em igual período do ano passado, eram apenas 13. Em 23 de agosto de 2020 - ano que obteve os maiores recordes pluviométricos desta última década - eram 34 reservatórios acima dos 90%. A Cogerh monitora 155 açudes.

O número deste ano só é inferior ao registrado em 23 de agosto de 2011, quando o Estado tinha 61 açudes acima dos 90% de água armazenada - com três sangrando.

Este índice foi alicerçado, sobretudo, com as chuvas registradas ao longo da quadra chuvosa, a segunda melhor da última década. Dentre os meses que compõem este período (fevereiro/maio), março foi o mês com maior volume absoluto de precipitações registradas.

Naquele mês a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) anotou 265.5 milímetros de chuva. Em março, foram aportados 1,52 bilhão de metros cúbicos, mais que o dobro do volume aportado em março de 2021 (0,53 bi m³). Em abril deste ano, os reservatórios conquistaram a maior recarga de todo o ano.

Conforme dados da Cogerh, naquele mês foram 1,65 bilhão de m³. Para se ter uma ideia da importância deste número, a recarga conquistada em abril deste ano é superior ao todo aportado nos anos de 2012 a 2017. Juntos, os oitos meses de 2022 já acumulam recarga hídrica de 5,14 bilhões de metros cúbicos.

37,8%  

Este é o volume médio atual de armazenamento dos 155 açudes cearenses monitorados pela Cogerh

Esse volume de água aportado é superior ao que fora registrado ao longo de 2021, quando a Cogerh anotou aporte de 1,75 bilhão de m³. Na prática, o que esses números representam para a população? "Nos açudes da Bacia Metropolitana temos garantia hídrica para os próximos dois anos sem precisarmos da água do Castanhão".

Açudes com mais de 90%:

Acarape do Meio,
Acaraú Mirim,
Amanary,
Angicos,
racoiaba,
Araras,
Ayres de Sousa,
Batente,
atucinzenta,
Cauhipe,
Curral Velho,
iamantino II,
Frios,
Gameleira,
Gangorra,
Gavião,
Itapajé,
taúna,
acacos,
Malcozinhado,
Maranguapinho,
Mundaú,
Muquém,
Olho d'Água,
Pacajus,
Pacoti,
Pau Preto,
Poço Verde,
Quandú,
Riachão,
Rosário,
Santo Antônio,
Faé (atualmente sangrando),
Germinal (atualmente sangrando),
Itapebussu (atualmente sangrando),
Jenipapo (atualmente sangrando),
Junco (atualmente sangrando),
Penedo (atualmente sangrando),
Pesqueiro (atualmente sangrando),
Tijuquinha (atualmente sangrando).

Com informações do Diário do Nordeste.