Em duas semanas, janeiro de 2022 já acumula 78 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com o Portal da Transparência da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen). O aumento é de 168%, ou seja, quase três vezes o contabilizado em todo o mês de janeiro de 2021, que teve 29 registros.
Os dados são separados dos registros de óbitos por Covid-19, mas não especificam qual vírus causou a síndrome respiratória e nem excluem o coronavírus como causa. Eles são agregados na plataforma com base em informações das Declarações de Óbito (DO) registradas nos cartórios do Brasil.
Além disso, os números de janeiro são maiores que de todos os meses do segundo semestre de 2021. Desde outubro, a Arpen mostra que o Ceará enfrenta um aumento consecutivo de mortes por SRAG
A SRAG é uma condição grave, que pode evoluir rapidamente para complicações respiratórias e para óbito. Normalmente, os pacientes precisam de suporte para facilitar a entrada de mais oxigênio nos pulmões.
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) alerta para determinados grupos com condições e fatores de risco para agravamento:
idosos
crianças menores de cinco anos
gestantes
doentes crônicos
O último boletim epidemiológico da Sesa de 2021 revela que, dos mais de 51 mil casos de SRAG investigados no Estado, 77,7% foram causadas por Covid-19; 21,8% por agentes não especificados; 260 por outros vírus respiratórios e 15 por influenza.
O Painel Viral da Secretaria também mostra uma predominância do vírus influenza A, sobretudo do subtipo H3N2, na circulação do Estado: 53% dos 2,6 mil pacientes analisados estavam com o agente.
Com informações do Diário do Nordeste.