Conhecida mundialmente por seus efeitos curativos, especialmente em casos de inflamação na garganta e nas articulações, a romã é uma fruta exótica, nativa da Ásia, que foi trazida ao Brasil pelos portugueses ainda na época da colonização.
Porém, apesar de facilmente ter se adaptado ao solo brasileiro, ela não é tão comum nos supermercados do País. Segundo a doutoranda em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Carlota Souza*, o consumo da romã ainda é limitado por baixa produção nacional e pela falta de informação sobre os benefícios da fruta, que geralmente é associada apenas ao tratamento de infecções na garganta, rouquidão e febre.
A pesquisadora destaca, por exemplo, que a fruta é fonte de compostos fenólicos, especialmente de antocianinas, que são “importantes antioxidantes naturais”. “Além disso, a romã contém ácido lipóico, vitamina C, vitamina E, minerais [fósforo, potássio, sódio, cálcio] e uma grande variedade de compostos bioativos benéficos à saúde, como ácido fólico, ácido gálico, caféico, clorogênico, catequínico e outros”, enumera.
QUAIS OS BENEFÍCIOS DA ROMÃ?
Um dos principais efeitos da romã é retardar a produção de células cancerosas, o que contribui na prevenção de câncer, especialmente o de próstata, de acordo com Cris Souto**, especialista em nutrição clínica e fitoterapia.
A especialista destaca também que a fruta tem componentes chamados “flavonoides” que agem no controle da pressão arterial, sendo benéfica para quem sofre de hipertensão.
“Esses flavonoides são responsáveis por ajudar na vasodilatação. Eles aumentam a elasticidade dos nossos vasos sanguíneos, promovendo uma melhora na circulação, fazendo com que nosso corpo inteiro seja irrigado por quantidades adequadas de sangue. A pressão arterial é justamente o contrário: o vaso sanguíneo se contrai, diminuindo seu calibre e não permitindo que o sangue circule e vá pros órgãos”, diferencia.
Na questão anti-inflamatória, além do conhecido efeito no alívio de inflamações na garganta, a romã ajuda a diminuir inflamações nas articulações e no trato gastrointestinal. Dessa forma, ajuda no tratamento de doenças articulares como artrite, artrose, espondilite, lúpus e esclerose sistêmica e de doenças intestinais como retocolite ulcerativa e doença de Crohn.
Com informações do Diário do Nordeste.