A madrugada do dia 7 de dezembro de 2018 é uma das mais trágicas da história do Ceará. Há três anos, uma intervenção policial a ataques a bancos na cidade de Milagres, Interior do Ceará, deixava 14 mortos, sendo seis reféns. Cinco deles amigos e familiares de Regina Magalhães, que até hoje aguarda punição para os envolvidos enquanto diz já não saber mais "se a Justiça será feita ou não".
A ação penal que envolve 19 PMs denunciados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) foi movimentada pela última vez há pouco mais de dois meses. Anteriormente, em setembro deste ano, uma decisão apontou que "os agentes assumiram conscientemente o risco de produzir as mortes ao efetuarem três dezenas de tiros de fuzis contra pessoas indefesas, que tentavam se abrigar por trás de um poste".
De acordo com o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), o processo está em andamento. Não há data prevista para designação de audiência de instrução e julgamento. O TJ não informou a situação de cada um dos réus.
Já a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) informa que os policiais militares envolvidos no caso ocorrido no município de Milagres "encontram-se afastados do serviço operacional desde o referido episódio".
Os processos disciplinares para apuração na seara administrativa dos profissionais envolvidos na ocorrência encontram-se na fase de instrução processual, conforme portarias publicadas no Diário Oficial.
Com informações do Diário do Nordeste.