
Total de sete pessoas morreram e 108 foram contaminadas por meningite em 2021, até o dia 29 de agosto, no Ceará. Já em 2020, foram 25 óbitos e 225 pessoas infectadas pela doença. Nessa última quarta-feira, 1º, uma criança de dois anos morreu em Fortaleza com meningococcemia, quando a doença atinge a corrente sanguínea. Os dados são da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa) e estão disponíveis no site oficial do órgão.
Em boletim publicado em maio de 2020, a Sesa ponderou que os surtos da doença estão entre os mais desafiadores para os gestores da saúde pública, devido ao “potencial de grande morbidade e mortalidade”. “As respostas sanitárias variam em cada surto e dependerão da identificação, ou não, de vínculo epidemiológico entre os casos, das faixas etárias acometidas, da distribuição geográfica e de outros riscos”, explica.
No caso desta semana, a Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza está tomando medidas preventivas contra a doença nas pessoas que tiveram contato por mais de quatro horas com o paciente que faleceu. Conforme a Sesa, o objetivo do manejo dos surtos da enfermidade é interromper a cadeia de transmissão e evitar a ocorrência de novos casos.
Das sete mortes registradas no Ceará neste ano até o último dia 28, cinco foram em Fortaleza, uma em Itapipoca, no Litoral Leste, e a outra em Sobral, na Região Norte do Estado. O número de casos confirmados também fica concentrado na Capital, com 63 episódios. Na sequência, aparece a Coordenadoria de Quixadá, que inclui 10 municípios do Sertão Central e acumula cinco casos.
Em março de 2021, uma pesquisa da farmacêutica GSK, que fornece o imunizante contra meningite para o Programa Nacional de Imunizações, revelou que o receio de contrair Covid-19 e as restrições para prevenir a doença estão entre os motivos que levaram cerca de metade dos pais entrevistados por uma pesquisa a não vacinarem seus filhos contra a meningite desde o início da pandemia.
Na ocasião do lançamento da pesquisa, o diretor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Marco Sáfadi, alertou que a hesitação em vacinar crianças contra a meningite durante a pandemia pode provocar surtos da doença quando elas retomarem as aulas presenciais e reencontrarem amigos e familiares sem estarem imunizadas.
Com informações do O Povo.