
Há praticamente quatro anos, estão zerados os registros de Síndrome Congênita do Zika (SCZ) no Ceará. A síndrome associada à infecção pelo vírus pode provocar um conjunto de má-formação e problemas de desenvolvimento nos bebês – como microcefalia, deficiências do sistema nervoso central, epilepsia, além de dificuldades auditivas, oftalmológicas e de deglutição.
Em 2016, o Estado somou 105 casos de SCZ, conforme dados disponibilizados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) ao Sistema Verdes Mares. Entre 2018 até o último dia 16 de agosto, porém, não houve mais nenhum caso registrado. Em 2017, a Sesa contabilizou apenas um, já refletindo uma queda abrupta (99%) de acometimento da síndrome ante o ano imediatamente anterior.
O Zika vírus é uma arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da febre chikungunya.
O último surto no Brasil ocorreu entre 2015 e 2016, elevando a quantidade de crianças com microcefalia, uma má-formação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Apesar de ser um sinal clínico prevalente, a microcefalia não está presente em todos os casos de síndrome pelo Zika, podendo ser causada por outras doenças como a taxoplasmose e a rubéola.
Com informações do Diário do Nordeste.