sábado, 28 de agosto de 2021

Algodão é a nova fronteira agrícola do Ceará

Fazer do Ceará, de novo, um grande produtor de algodão. Este é o plano do Governo do Estado que, por meio da Secretaria Executiva do Agronegócio da Sedet (Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho) implementa, em parceria com a Embrapa, pequenos produtores e empresários da indústria têxtil, um projeto de recuperação da cotonicultura cearense.

Nos anos 60 e 70, o Ceará era um dos três maiores produtores e exportadores de algodão do país, mas a praga do bicudo, um inseto que ainda hoje é encontrado nos sertões nordestinos, dizimou os algodoais daqui.

Graças à moderna biotecnologia da Embrapa, que criou e desenvolveu sementes resistentes ao bicudo e adequadas ao solo dos cerrados, a conoticultura brasileira trocou o Nordeste pelo Centro Oeste, de onde migrou, com mais tecnologia ainda, para o Oeste da Bahia, onde cresce com altos índices de produtividade.

A boa notícia que chega do algodão cultivado na Chapada do Apodi – e agora em plena colheita – é mais do que animadora: ela dá conta de que sua produtividade é praticamente a mesma que se apura no solo baiano.

É mais uma fronteira agrícola que se abre para o Ceará e com todas as chances de êxito, pois desta vez a iniciativa privada, apoiada pela Embrapa, está à frente dos investimentos, que se ampliam porque os testes de produção e produtividade, realizados nos últimos três anos, deram resultado para além de promissores.

Neste ano, foram plantados no Apodi 2 mil hectares; na safra de 2022, essa área passará dos 5 mil hectares, segundo disse à coluna uma fonte que acompanha todo o projeto. A meta, como ontem foi revelado, é, no prazo de 5 anos, cultivar algodão em 30 mil hectares.

O secretário executivo do Agronegócio, Sílvio Carlos Ribeiro, e seu hierarca da Sedet, Maia Júnior, não escondem seu entusiasmo com o futuro próximo da cotonicultura cearense.

“Voltaremos ao protagonismo no algodão”, diz Maia Júnior.

Com informações do Diário do Nordeste.