segunda-feira, 5 de julho de 2021

Mais 11 cidades saem do alerta de contaminação ‘alto’ para ‘moderado’ do coronavirus no Ceará

O Ceará soma mais 11 cidades no índice ‘moderado’ de transmissão do coronavírus, com 21 municípios no nível 2. Nas semanas epidemiológicas anteriores - 24 e 25 (15 a 26 de junho) -, o número era de 10 cidades. Os dados são do IntegraSUS, portal de transparência da Secretaria da Saúde (Sesa), e correspondem às semanas 25 e 26, de 20 de junho a 3 de julho.

No nível moderado estão Abaiara, Acarape, Aquiraz, Barroquinha, Catarina, Eusébio, Frecheirinha, Granja, Ibaretama, Itarema, Itatira, Marco, Meruoca, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Novo Oriente, Paramoti, São João do Jaguaribe, São Luís do Curu, Tauá e Uruburetama.

Neste cenário, Guaramiranga é a única cidade com alerta ‘baixo’ ou ‘novo normal’, o resultado veio após o município finalizar a vacinação em todos os cidadãos adultos cadastrados no Saúde Digital. Outros 41 municípios estão com índice 'alto' de transmissões virais.

Já entre as 121 cidades classificadas no nível 'altíssimo' atualmente, Fortaleza está classificada neste grupo há, aproximadamente, três semanas, desde o período epidemiológico 23 e 24, que corresponde entre 6 a 19 de junho.

De acordo com a epidemiologista, pesquisadora e professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Thereza Magalhães, a diminuição dos índices de alerta deve-se à fase de declínio exponencial da Covid-19. “A gente desceu bastante na curva, então os níveis de alerta vão apresentando essa queda pelo momento epidemiológico atual”.

No entanto, em relação ao nível altíssimo que Fortaleza ocupa, a especialista explica que, possivelmente, isso foi ocasionado pela abertura do comércio e pelo retorno das atividades na região. “Como a capital tem muito fluxo e, assim, diminuíram os casos, os óbitos, mas a circulação do vírus ainda continua”.

Uma vez que eu aumente o fluxo de pessoas na rua, a gente também [tem] um aumento dessa transmissão, fazendo com que o vírus continue circulando fortemente”

Thereza Magalhães

Epidemiologista e professora da Uece

Com informações do Diário do Nordeste.