No último mês, 24 pessoas participaram do tratamento. Segundo Suiane Ferreira Soares, coordenadora de fisioterapia do HRC, 22 apresentaram melhoras significativas. Duas precisaram ser intubadas. “Esses pacientes não foram para a UTI. É um resultado muito bom. A gente vê como a fisioterapia pode ajudar a evitar uma complicação”, ressalta a médica.
O mecanismo melhora os níveis de oxigenação dos pacientes ao mesmo tempo em que diminui o desconforto respiratório, evitando a necessidade de intubação. Antes da adoção da máscara, é realizado um teste de 30 minutos para verificar se houve benefícios ao usuário.
Adaptação
“Já utilizávamos a ventilação não invasiva antes da pandemia. Entre os meses de março e abril, percebemos que os pacientes com a Covid-19 respondiam bem à terapêutica”, ressalta Soares. A representante explica que os pacientes elegíveis ao tratamento são aqueles com quadro intermediário.
“Ele tem que estar consciente, ser colaborativo e que não esteja respondendo bem ao uso de oxigênio, mas também que não seja muito grave a ponto de precisar usar o respirador. É o paciente intermediário, que vai precisar de uma pressão nos pulmões”.
O HRC atende mais de 1,5 milhão de habitantes de 44 municípios da macrorregião do Cariri. Segundo a plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Ceará, a taxa de ocupação dos leitos de UTI na unidade é de 55,56% (108 – 60 ocupados). Já para as enfermarias, a ocupação fica 88% (50 – 44 lotados).
Vantagens
Durante a pandemia, o HRC vem fortalecendo a rede de atenção com leitos de UTI e enfermaria e recebeu, também, “máscaras de mergulho adaptadas” a partir de doações. O material está sendo utilizado no incremento terapêutico dos pacientes intermediários.
“Essas máscaras permitem uma melhor adaptação do usuário. Também há uma melhor vedação, diminuindo a dispersão dos gases e aerossóis e, com isso, o risco de contaminação dos profissionais e de algum outro paciente”.
A terapêutica pode ser utilizada tanto na Unidade de Terapia Intensiva como nos leitos de enfermaria. Fernando Mendonça, de 39 anos, chegou a utilizar o equipamento. Ele deu entrada na UTI do HRC em 15 de julho, em estado grave. Com o auxílio da máscara, Fernando não precisou ser intubado.
Com informações do Diário do Nordeste.
