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| Foto Madson Pitaguary |
Conforme o documento, “a curva epidemiológica, que apresentou tendência de queda na primeira quinzena de agosto, voltou a subir na primeira semana desta segunda quinzena do mês”. A doença já chegou a 83% dos territórios com presença de indígenas no estado. Apenas dois dos 19 territórios, localizados nos municípios de Novo Oriente e Carnaubal, não registram casos confirmados.
Os municípios mais atingidos, segundo o boletim, são Itarema e Acaraú, onde vive o povo Tremembé; Caucaia, onde estão os povos Anacé e Tapeba; Maracanaú e Pacatuba, no território do povo Pitaguary; e na cidade de Crateús, com a presença de cinco povos indígenas: Potyguara, Tabajara, Tupinambá, Kariri e Kalabaça.
A Fepoince considera, no levantamento, indígenas acometidos pela Covid-19 não atendidos pelo Subsistema de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, da Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde.
“São os casos de indígenas que vivem em áreas sem providências de processo demarcatório”, esclarece a Federação. Estão nessa situação o povo Karão-Jaguaribara, entre Canindé e Aratuba; e o povo Kariri, na localidade de Poço Dantas, no Crato.
Divergência de números
A Fepoince considera dados das secretarias da Saúde estadual e municipais, além de pesquisa realizada pelas próprias organizações indígenas do Ceará.
A Sesai, por sua vez, contabiliza os casos confirmados em indígenas que estão aldeados, com processo demarcatório de terras finalizados.
Segundo o boletim da órgão divulgado também na terça-feira, o estado registra 542 casos confirmados da doença desde o início da pandemia. Além disso, os dados apontam que cinco indígenas perderam a vida após a infecção. Um total de 429 indígenas se recuperaram da doença e 60 casos permanecem em investigação.
Conforme o boletim, 106 indígenas estão infectados atualmente.
Com informações do G1 Ceará.
