domingo, 19 de abril de 2020

Mulher de 69 anos recebe alta no Hospital Leonardo Da Vinci, em Fortaleza, e comemora: "Agora o clima de hospital acabou"

“Não cheguei a precisar de oxigênio, mas com certeza estou aliviada em voltar para casa”, relata Socorro de Lima. Aos 69 anos, a técnica em radiologia é um dos casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus que foram atendidos no Hospital Leonardo da Vinci. Depois de 12 dias entre Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e o hospital, ela teve alta na tarde do sábado, 18.

A moradora da Messejana conta que estava trabalhando normalmente no Instituto José Frota (IJF) até o fim de março, quando começou a apresentar sintomas semelhantes a uma gripe. “Logo que tive os sintomas de dificuldade de respirar, minha irmã me levou até a UPA da Messejana, de lá me encaminharam para a do Jangurussu e então para o Leonardo da Vinci”, lembra.

Ela explica que nenhuma pessoa próxima apresentou sintomas até o momento e que não suspeita onde possa ter contraído o vírus. “Estava sempre trabalhando com máscara e álcool gel, tomando todos os cuidados em casa. O medo era grande.” Durante os dias que esteve no hospital, Socorro ficou em um dos 108 leitos de clínica médica disponíveis. “Todo dia fazia dois exames de sangue, um de manhã e um de tarde. Pelo menos, agora o clima de hospital acabou”, comemora.

Ainda sem ter o resultado do teste para detecção do vírus causador da Covid-19, Socorro foi orientada a passar 14 dias em isolamento. Como divide a casa com duas irmãs, a senhora passa a maior parte do dia no quarto, usa máscara e sempre lava as mãos. Enquanto isso, suas irmãs ficam no andar de baixo. “Eu saio só mesmo para ir ao banheiro. O almoço, elas deixam aqui na porta”.

De acordo com informações do IntegraSUS, atualizados às 17h15min deste domingo, 88 (64,7%) dos 136 leitos disponíveis no Hospital Leonardo Da Vinci estão ocupados. A maior ocupação está nos leitos de tratamento intensivo: dos 28 disponíveis, apenas dois estavam vagos. Já nas clínicas, dos 108 leitos, 62 estavam ocupados. A plataforma indica ainda o tempo médio de internação de cada paciente é de 4,49 dias. Desde o dia 26 de março, o equipamento já registrou 29 óbitos e deu alta a 57 pessoas.

Ontem, o governador Camilo Santana (PT) informou que a expectativa é chegar 130 leitos de UTI no hospital.

Com informações do O Povo.