sábado, 2 de novembro de 2019

Dia de Finados: Pessoas enfrentam sol quente para visitar túmulos dos entes queridos, em Iguatu

Movimentação intensa nos dois cemitérios da cidade de Iguatu na manhã deste sábado, dia 1º, feriado nacional dedicado a Finados. Milhares de pessoas enfrentam o sol quente para manter a tradição. A maioria dos que visitam os túmulos dos parentes, entes queridos, acendem velas e fazem momento de oração. Outros colocam flores.

O túmulo de Maria Augusta, que morreu aos 13 anos, em 23 de junho de 1965, assassinada pelo próprio pai, é um dos mais visitados. As pessoas colocam velas, brinquedos e fazem oração. Há muitos depoimentos de graças alcançadas por intercessão da jovem.

A freira Maria das Graças, irmã fransicana, frisou que a movimentação popular em torno do túmulo de Maria Augusta, frisou que a fé atrai as pessoas. “Um ato violento tornou também um testemunho de fé e acredito que o povo sente isso”, pontuou. “É uma mártir”.

Antônia Isaura de Souza, dona de casa, todos os anos visita o túmulo de Maria Augusta. “Acredito demais e já ouvi falar em graças alcançadas por intercessão dela”, frisou. “Muitas coisas peço a ela e alcanço”. A doméstica contou que lembrou da morte da jovem e da prisão do pai.

Para o padre João Batista Moreira, o gesto de Maria Augusta de se entregar à morte e não ao carrasco do pai, nos dá um exemplo em defesa da vida, dos jovens, contra a exploração sexual, os abusos que são praticados diariamente contra crianças e adolescentes.

O padre Carlos Roberto Alencar disse que a devoção popular tem raízes na morte de Maria Augusta. “Esperamos colher depoimentos de graças alcançadas e com o tempo conseguir encaminhar um processo de beatificação”, disse.

O bispo da diocese de Iguatu, dom Édson de Castro Homem, observou as dificuldades mediante a falta de documentos, provas e de dados biográficos seguros. “É muito difícil abrir esse processo”, destacou. “Precisamos saber muitas coisas sobre a vida dela”. O religioso também destacou o aspecto da violência contra a mulher. “Maria Augusta foi vítima, mártir, de uma violência cruenta”.

Dom Édson visitou o túmulo de Maria Augusta, fez orações, e atendeu também pedido de outras pessoas para visitar sepulturas de seus entes queridos. 

Missionários 

Neste ano, a Diocese de Iguatu lançou um projeto novo em 19 cidades e em todas as paróquias a partir da presença de missionários que fazem orações com famílias por ocasião de visita aos jazigos, segundo cartilha distribuída pelos católicos.

Com informações do Diário do Nordeste.