sábado, 6 de julho de 2019

Seguro Safra: Técnicos da Seap fazem vistoria em áreas de plantio de sequeiro em Iguatu

Técnicos da Secretaria de Agricultura e Pecuária de Iguatu (Seap) estão concluindo a digitação dos laudos das vistorias nas áreas selecionadas pelo Programa Garantia Safra, que foram visitadas. Iguatu é uma das cidades mais castigadas pela estiagem nos últimos anos. Neste município 2.400 agricultores estão aptos a receber o benefício, que é de R$ 850,00, dividido em cinco parcelas de R$ 170,00.

A vistoria é realizada por amostragem, 75 áreas produtivas em 40 comunidades rurais foram indicadas para receber a visita técnica.

“As chuvas aqui para gente não foram boas. Choveu bem em novembro, dezembro e janeiro, mas de março em diante a situação só fez piorar”, disse o agricultor Edmar Matis, morador do sítio Tambiá. “Ele plantou um hectare de milho e feijão. “Praticamente, não tirei nada. Esperava pelo menos umas oito sacas de feijão e umas 40 de milho. Só deu pra tirar 120 quilos de feijão. Milho, umas 6 sacas”.

As vistorias realizadas por técnicos da Seap acontecem em 40 comunidades rurais de Iguatu.

Situação não é diferente para os agricultores que plantaram culturas de sequeiro no sítio Juazeirinho. Francimar Vieira perdeu cerca de 90% da safra de milho. “No ano passado foi até melhor aqui pra gente. Março não choveu, as chuvas que caíram não foram suficientes pra segurar o plantio. Tirei uma saca de milho, e mesmo dei para um sobrinho pra ele dar às criações dele. Esperava tirar pelo menos umas vinte sacas”, conta.

Amostragem

A situação é acompanhada de perto pelos técnicos da Seap. “Ao todo são 2.400 agricultores cadastrados no Programa Garantia Safra, mas a visita é por amostragem, de uma parte. Foram sorteadas 75 áreas, espalhadas em 40 comunidades”, explicou Eládio Rodrigues, técnico agrícola da Seap.

As visitas técnicas iniciaram na segunda quinzena do mês passado. Durante a vistoria, o técnico preenche um questionário com respostas do agricultor sobre a situação da propriedade. Faz o georreferenciamento da propriedade com o GPS, depois fotografa o agricultor e a área.

O produtor precisa assinar o laudo, comprovando a visita técnica.

Se ocorrer perda da produção em pelo menos 50%, cada agricultor cadastrado vai receber o benefício de R$ 850,00 dividido em cinco parcelas de R$170,00.

Bom era ter safra

“O bom mesmo era a gente está colhendo, em casa ter feijão, milho. Mas tudo é de acordo com o que Deus quer. Sou grato a ele, só peço saúde para continuar trabalhando. Já limpei um pedaço de chão, esperar para o inverno do próximo ano. A última vez que plantei nesse terreno foi há 15 anos. Na época perdi quase tudo, mas foi pela cheia d’água. Em 2004, foi muita chuva, os açudes tudo ficaram cheios, essa área de baixa ficou quase toda alagada. O que colhi, fiquei satisfeito. É melhor perder pra água do que pra seca”, disse Francimar Vieira.

Com colaboração de Wandenberg Belém.