Um comerciante acusado de praticar um duplo homicídio ocorrido na madrugada do dia 31 de outubro de 2015 foi levado a júri popular em Icó, e condenado a quase 35 anos de reclusão. Francisco Carlos Severiano da Silva, 39 anos, conhecido por ‘Bicho Doido’.
Francisco Carlos Severiano da Silva foi sentenciado a 34 anos e 4 meses de reclusão. Ele foi julgado por homicídios triplamente qualificados e ocultação de cadáver e está preso no Presídio de Juazeiro do Norte.
Francisco Silva foi condenado pelas mortes do ex-presidiário, Isaac Ribeiro do Nascimento, 29 anos, e de Daniel da Silva Melo, 21 anos.
Os dois primos moravam na Vila Operária de Cedro, e naquela madrugada saíram da cidade em uma moto para a casa do autor do duplo homicídio, em Icó, para negociar a moto.
Quando a dupla chegou na casa do acusado foi recebida à bala. Francisco Carlos Silva matou os primos com a ajuda de Sebastião Raquel Pereira, conhecido por Chico Nego, que na época tinha 21 anos.
As vítimas foram colocadas no porta mala do carro do comerciante – um corsa, e os corpos foram jogados em uma estrada carroçável do sítio Tatajuba do Meio, na região do Cascudo. Eles foram mortos com vários tiros e golpes de faca. As cabeças das vítimas estavam envoltas de sacos plásticos. Uma vítima estava com a cabeça quase decepada e na outra uma facada cravada no peito.
A Polícia Civil começou a investigar o caso e elucidou o duplo homicídio. Os acusados foram presos. O carro que tinha transportado os corpos dos primos ainda estava com manchas de sangue.
Sebastião Raquel, quando preso na época, em Barbalha, estava com um revólver, que tinha sido usado no duplo homicídio. Sebastião Raquel ainda não foi julgado em virtude da renúncia do advogado de defesa.
Até hoje o carro corsa utilizado no transporte dos corpos se encontra apreendido no pátio da Delegacia Regional de Polícia Civil de Icó.
O tribunal popular do júri foi presidido pelo juiz Francisco Ireilton, enquanto a acusação teve o promotor Daniel Formiga Porto. A defesa do réu foi feita pelos advogados, Gustavo Alves de Araújo e Décio Almeida Peixoto.
Com colaboração de Richard Lopes.

