sábado, 3 de novembro de 2018

Finados: Intensa movimentação nos cemitérios de Iguatu

Orações, missas, colocação de flores e milhares de velas acessas nos túmulos de parentes e amigos marcaram na manhã desta última sexta-feira, 2, a movimentação nos dois cemitérios da cidade de Iguatu, Senhora Sant’Ana, o antigo; e Parque da Saudade.

Milhares de pessoas compareceram à tradicional visita do Dia de Finados. O movimento mais intenso ocorreu no fim da tarde e início da noite.

Pela manhã, o bispo da diocese de Iguatu, dom Édson de Castro Homem celebrou missa na Capela de Santa Rita, no Cemitério Senhora Sant’Ana, o mais antigo de Iguatu.

Nas calçadas, vendedores de velas, de flores artificiais, de água e uma dupla de cantores de músicas religiosas e mensagens de conforto assinalaram a movimentação na manhã deste feriado dedicado aos mortos. Neste ano, seminaristas estavam à disposição para abençoar túmulos. Integrantes de religiões evangélicas – Batista e Testemunhas de Jeová – distribuíram panfletos com mensagens sobre o sofrimento, morte e vida eterna.

Nos jazigos, parentes e amigos trazem seus sentimentos, histórias, a dor da saudade e o costume local é o depósito de velas e repetidas orações em memória dos entes queridos.

Curiosidade

O engenheiro Edward Francis Walsh que nasceu em Yonkers, Nova Iorque, nos Estados Unidos, 29 de abril de 1888 e morreu em Iguatu, em 10 de novembro de 1921, está sepultado no cemitério antigo, onde há uma lápide em forma de coluna passa desapercebido por quase todos que visitam o cemitério Senhora Sant’Ana. Ele trabalhava na obra de construção do Açude Orós, em sua primeira fase, em 1920, e ficou doente, vindo a morrer em Iguatu.

Menina Maria Augusta

O túmulo de Maria Augusta é um dos mais visitados em Dia de Finados no cemitério Senhora Sant’Ana. Há colocação de dezenas de bonecas e brinquedos. Muitos acendem velas que devido a grande quantidade forma uma labareda.

Para muitas pessoas, Maria Augusta opera milagres e há relatos de graças alcançadas.

Crime

O irmão da vítima, Raimundo Augusto contou que passou pelo pai, José Augusto da Silva, na época com 58 anos, momentos antes do crime, vindo para a cidade. A irmã, estava em casa, na zona rural. “Momentos depois soube do ocorrido e vim com a Polícia e vi minha irmã morta, a golpes de roçadeira”, contou emocionado. “Mamãe falava para a gente sobre as intenções de papai, mas ninguém acreditava”.

O crime ocorreu em 23 de junho d 1965. Maria Augusta tinha 14 anos de idade.

José Augusto fugiu e foi preso no sítio Ambrósio, em Acopiara, após perseguição policial. Foi transferido para Fortaleza e até hoje a família não tem informação sobre o pai. A mãe, com quatro filhos homens e duas mulheres passaram a morar na cidade de Iguatu. Com informações do Diário do Nordeste.