Um estudo da Universidade de São Paulo (USP), publicado no periódico científico Journal of Forensic and Legal Medicine, reforça a ligação entre o consumo de álcool e o suicídio. O trabalho, que analisou 1.700 casos de mortes por suicídio na cidade de São Paulo (2011/2015), a partir de exames toxológicos, mostrou que mais de 30% das vítimas apresentavam teor alcoólico no sangue. Entre os homens, essa porcentagem chegou a 34,7%. A maioria dos casos analisados é de adultos jovens: 49% entre 25 e 44 anos; 61% das vítimas apresentavam álcool no sangue.
Outros artigos indicam que, em alguns países, quando o consumo de álcool foi reduzido, a taxa de suicídios caiu. "Sob efeito do álcool, as pessoas podem apresentar uma redução na capacidade de julgamento, do senso crítico e do autocontrole, e tendem a adotar comportamentos impulsivos ou violentos" diz o psiquiatra Teng Chei Tung, coordenador dos Serviços de Pronto-Socorro e Interconsultas do Instituto de Psiquiatria da USP.
Transtornos de humor
A adolescência é um período conturbado. Mas, quando o tema é suicídio, devemos pensar em um fenômeno que traz uma convergência de fatores (fisiológicos, sociais e culturais), combinados, muitas vezes, a experiências de trauma ou perda.
Mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais, segundo a OMS. E, além da dependência de álcool, os transtornos de humor (depressão), prevalecem nesse cenário. "A depressão pode alterar a percepção que o indivíduo tem da realidade. Por isso, os casos de suicídio não devem ser encarados como uma expressão do livre-arbítrio", pontua Teng.
Deve-se ficar atento se o jovem registra mudanças bruscas de personalidade e no desempenho escolar, perda de interesse por atividades, isolamento familiar ou social, pessimismo, perda ou ganho inesperados de peso. Com informações do Diário do Nordeste.
Outros artigos indicam que, em alguns países, quando o consumo de álcool foi reduzido, a taxa de suicídios caiu. "Sob efeito do álcool, as pessoas podem apresentar uma redução na capacidade de julgamento, do senso crítico e do autocontrole, e tendem a adotar comportamentos impulsivos ou violentos" diz o psiquiatra Teng Chei Tung, coordenador dos Serviços de Pronto-Socorro e Interconsultas do Instituto de Psiquiatria da USP.
Transtornos de humor
A adolescência é um período conturbado. Mas, quando o tema é suicídio, devemos pensar em um fenômeno que traz uma convergência de fatores (fisiológicos, sociais e culturais), combinados, muitas vezes, a experiências de trauma ou perda.
Mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais, segundo a OMS. E, além da dependência de álcool, os transtornos de humor (depressão), prevalecem nesse cenário. "A depressão pode alterar a percepção que o indivíduo tem da realidade. Por isso, os casos de suicídio não devem ser encarados como uma expressão do livre-arbítrio", pontua Teng.
Deve-se ficar atento se o jovem registra mudanças bruscas de personalidade e no desempenho escolar, perda de interesse por atividades, isolamento familiar ou social, pessimismo, perda ou ganho inesperados de peso. Com informações do Diário do Nordeste.
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