Em meio a divergências sobre vaga no Senado na chapa governista, o PT no Ceará começa hoje a decidir seu futuro nas eleições deste ano. Internamente, o partido está dividido entre reclamar a recondução do senador José Pimentel ou indicar outro nome para o posto e abrir mão da segunda vaga na composição formada pela legenda e o PDT.
Duas alas devem entrar em choque durante encontro de tática eleitoral da legenda, evento no qual as teses petistas devem ser aprovadas ou rejeitadas por 300 delegados, tais como o apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a reeleição do governador Camilo Santana (PT).
De acordo com o presidente da sigla no Ceará, o deputado estadual Moisés Braz, “boa parte dos delegados acha que não amadurecemos candidatura (ao Senado)” e que a proposta de postulação ao Congresso “não vai ser aprovada”.
“O partido vai deliberar que temos candidato nacional, que é o Lula, e não há plano B”, disse. “Estamos querendo aprovar que o governador fique autorizado a fazer coligação com o PDT. E que não lance candidato ao Senado.”
A hipótese de candidatura própria, entretanto, pode desdobrar-se ao longo da semana ainda que os participantes do encontro desaprovem a proposta. Segundo Braz, nesse caso, o partido submeteria a tese à instância imediatamente superior na agremiação.
Defensor de que o PT mantenha a vaga ao Senado, o presidente da sigla em Fortaleza, Deodato Ramalho, disse que acha “um desserviço ao partido e à democracia nós deixarmos não apenas de ter um candidato, mas sobretudo termos aliança com um senador que é peça fundamental na política desenvolvida pelo governo Temer”.
O petista se refere a Eunício Oliveira (MDB), que se reaproximou de Camilo e agora tenta emplacar aliança com o governador para fortalecer a candidatura à reeleição ao Senado. O chefe do Executivo estadual já deu reiteradas afirmações de que pretende apoiá-lo, apesar do veto do presidenciável Ciro Gomes (PDT) ao emedebista.
“Eunício sempre foi peça fundamental no golpe”, critica Ramalho. “Pra mim, é uma negação do nosso discurso esse tipo de aliança que o governador pretende fazer.”
Prefeito de Quixadá, Ilário Marques (PT) assegura que o “PT aqui tem uma centralidade na reeleição do Camilo e eleição do Lula” e, “dentro daquilo que o governador está negociando, não há espaço para lançar senador”.
Atual senador petista, José Pimentel já se colocou à disposição para tentar a reeleição. Além do parlamentar, a deputada federal Luizianne Lins sugeriu que, caso o partido vete a indicação de nome para a vaga, ela pode disputar prévias.
O encontro de tática eleitoral vai das 9 h às 13 horas, no Hotel Praia Centro, em Fortaleza. Além da composição majoritária, a reunião define a coligação proporcional nas eleições.
A DISPUTA PELA VAGA
A segunda vaga ao Senado na chapa governista não é cobiçada apenas pelo PT, mas também pelo PDT. Durante evento de lançamento de sua candidatura em Fortaleza, o presidenciável Ciro Gomes admitiu que gostaria de votar no correligionário André Figueiredo para o Senado.
Presidente estadual do PDT e deputado federal, Figueiredo reforçou em entrevista ao O POVO que o partido teria direito a pleitear a segunda vaga.
O pedetista também se queixou de Camilo Santana (PT). Segundo ele, o governador não teria discutido com o PDT uma aliança com Eunício Oliveira (MDB).
Aliado do governador, Eunício vem tentando estabelecer uma coligação formal com o PT e o PDT para a disputa ao Senado.
Duas alas devem entrar em choque durante encontro de tática eleitoral da legenda, evento no qual as teses petistas devem ser aprovadas ou rejeitadas por 300 delegados, tais como o apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a reeleição do governador Camilo Santana (PT).
De acordo com o presidente da sigla no Ceará, o deputado estadual Moisés Braz, “boa parte dos delegados acha que não amadurecemos candidatura (ao Senado)” e que a proposta de postulação ao Congresso “não vai ser aprovada”.
“O partido vai deliberar que temos candidato nacional, que é o Lula, e não há plano B”, disse. “Estamos querendo aprovar que o governador fique autorizado a fazer coligação com o PDT. E que não lance candidato ao Senado.”
A hipótese de candidatura própria, entretanto, pode desdobrar-se ao longo da semana ainda que os participantes do encontro desaprovem a proposta. Segundo Braz, nesse caso, o partido submeteria a tese à instância imediatamente superior na agremiação.
Defensor de que o PT mantenha a vaga ao Senado, o presidente da sigla em Fortaleza, Deodato Ramalho, disse que acha “um desserviço ao partido e à democracia nós deixarmos não apenas de ter um candidato, mas sobretudo termos aliança com um senador que é peça fundamental na política desenvolvida pelo governo Temer”.
O petista se refere a Eunício Oliveira (MDB), que se reaproximou de Camilo e agora tenta emplacar aliança com o governador para fortalecer a candidatura à reeleição ao Senado. O chefe do Executivo estadual já deu reiteradas afirmações de que pretende apoiá-lo, apesar do veto do presidenciável Ciro Gomes (PDT) ao emedebista.
“Eunício sempre foi peça fundamental no golpe”, critica Ramalho. “Pra mim, é uma negação do nosso discurso esse tipo de aliança que o governador pretende fazer.”
Prefeito de Quixadá, Ilário Marques (PT) assegura que o “PT aqui tem uma centralidade na reeleição do Camilo e eleição do Lula” e, “dentro daquilo que o governador está negociando, não há espaço para lançar senador”.
Atual senador petista, José Pimentel já se colocou à disposição para tentar a reeleição. Além do parlamentar, a deputada federal Luizianne Lins sugeriu que, caso o partido vete a indicação de nome para a vaga, ela pode disputar prévias.
O encontro de tática eleitoral vai das 9 h às 13 horas, no Hotel Praia Centro, em Fortaleza. Além da composição majoritária, a reunião define a coligação proporcional nas eleições.
A DISPUTA PELA VAGA
A segunda vaga ao Senado na chapa governista não é cobiçada apenas pelo PT, mas também pelo PDT. Durante evento de lançamento de sua candidatura em Fortaleza, o presidenciável Ciro Gomes admitiu que gostaria de votar no correligionário André Figueiredo para o Senado.
Presidente estadual do PDT e deputado federal, Figueiredo reforçou em entrevista ao O POVO que o partido teria direito a pleitear a segunda vaga.
O pedetista também se queixou de Camilo Santana (PT). Segundo ele, o governador não teria discutido com o PDT uma aliança com Eunício Oliveira (MDB).
Aliado do governador, Eunício vem tentando estabelecer uma coligação formal com o PT e o PDT para a disputa ao Senado.
