sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Fortes chuvas empilham casas e desabrigam centenas em Minas Gerais


Quem passa pelo centro de Rio Casca (MG) leva a mão à boca de espanto ou ao nariz para estancar o odor de esgoto no lamaçal. O cenário de guerra nem se compara à ultima grande cheia do rio que dá nome à cidade, em 1979. A informação é do Uol.

Uma hora de chuva intensa na manhã de segunda-feira (4), foi o suficiente para demolir casas inteiras e cobrir imóveis de dois andares até o teto.

Nesta quinta (7), a lama remanescente chegava à canela dos moradores. No centro do município de 15 mil habitantes, comerciantes perderam tudo. Também houve saques na madrugada –sem energia elétrica, as câmeras de segurança não funcionam.

Durante a chuva, o prefeito teve que subir no telhado da casa de sua mãe com toda a família, inclusive a filha de um ano e meio. Foi resgatado de barco por um vizinho.

Nesta quinta, Adriano de Almeida Alvarenga (PDT) se encontrou com o presidente Michel Temer (PMDB) para pedir ajuda. No dia anterior, o governador Fernando Pimentel (PT) esteve na cidade.

A crise financeira em nível estadual e federal preocupa diante da necessidade de recursos urgentes para prefeituras de cidades atingidas pela enxurrada e que não têm como pagar essas contas.

Um posto de comando da Defesa Civil improvisado em uma escola traz pregados nas paredes planos de ação, controle de recursos, como caminhões e tratores, e o balanço da tragédia: mais de 1.200 pessoas que deixaram suas casas.

Um deles é João Bosco, 67, que quebrou a perna ao ser soterrado da cintura para baixo quando o barranco no fundo de sua casa cedeu. Morador de um bairro pobre da cidade, está abrigado em uma escola com outras 40 pessoas.

A 200 km de Belo Horizonte, a sede de Rio Casca recuperou a energia elétrica, mas falta água. Caminhões-pipa são a única alternativa.