quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Lula dispensa avião e chega de carro em Curitiba para depor a Moro


Com um depoimento agendado para as 14h desta quarta-feira (13), o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva chegou em Curitiba por volta da meia-noite desta última terça-feira (12). O petista dispensou o uso de avião particular e chegou à capital paranaense em um carro.

Nesta quarta, o petista depõe ao juiz federal Sérgio Moro, no segundo processo em que é réu na Justiça Federal do Paraná. O interrogatório se dá no âmbito de ação penal que apura se a compra de um terreno supostamente destinado à instalação da sede do Instituto Lula em São Paulo e de um apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, foram contrapartidas oferecidas pela Odebrecht em troca de vantagens em negócios com o governo federal.

Esse é o segundo encontro cara-a-cara entre o ex-presidente e o juiz em Curitiba. O primeiro interrogatório ocorreu há quatro meses, no dia 10 de maio, quando o petista passou quase cinco horas respondendo sobre a compra e reforma pela OAS de um tríplex no Guarujá, no litoral de São Paulo.

Na ocasião, o ex-presidente acabou condenado a 9 anos e 6 meses de prisão – sentença que foi contestada pela defesa no início desta semana no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
Esquema de segurança

Assim como da primeira vez em que o juiz e o ex-presidente se encontraram na capital paranaense, um forte esquema de segurança foi organizado para evitar confrontos entre apoiadores e manifestantes contrários ao líder petista.

A expectativa é de que 50 ônibus cheguem a Curitiba com cerca de 5 mil manifestantes. No depoimento prestado por Lula em maio, esperava-se mais de 60 mil pessoas na manifestação e foram destacados cerca de 1,7 mil policiais militares, além dos agentes dos outros órgãos de segurança.

Lula é acusado nessa ação penal de ter cometido crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro nos episódios envolvendo a compra do terreno na Vila Clementino, na zona sul da capital paulista, e de um apartamento em frente ao imóvel onde ele próprio mora, em São Bernardo do Campo. A força-tarefa de procuradores da Lava Jato acredita que foram pagos R$ 12,4 milhões em vantagens indevidas ao petista.