Após os desastres do furacão Irma da última quarta-feira (6), a família da cearense Zana Guterres, esperou por notícias da moça, que está grávida e mora com o marido, o holândes Niels Herbold e a filha Maya, de 4 anos, em Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, um dos locais atingindos. A nformação é do Diário do Nordeste
Na tarde deste último sábado (9), a irmã de Zana, Sylvia Guterres, recebeu uma mensagem de texto enviada por ela avisando que todos estavam bem, "ela me mandou um SMS mais ou menos 24 horas depois do furacão só dizendo que estava bem, depois a gente se conseguiu notícias por outras pessoas".
Sylvia, que sempre mantém contato com a irmã, contactou-a pela última vez no dia do desastre. "Ela achou que fosse um furacão normal, dos que eles já tão acostumados de categoria 3. A gente ficou tranquilo, achando que ia ser normal, que logo logo já iam dar notícia. Só que aumentou a intensidade do furacão e quando eles viram que iam ser uma coisa muito mais forte do que eles tavam preparados, eles já não tinham mais como sair de lá, porque já tinham sido cancelado todos os voos", relata a professora.
Daqui de Fortaleza, Sylvia acompanha as notícias pelas redes sociais e pela internet. "A ilha foi muito destruída, muitos prédios simplesmente desabaram, eu sei de amigos da minha irmã que ficaram sem casa."
Após o recebimento do SMS, um amigo de Zana que também mora na ilha, mas ainda tinha acesso à internet, Sérgio Dantas, informou Sylvia de que a irmã e a família estavam bem e a casa deles não tinha desabado.
Agora, a angústia é outra: trazê-los para o Brasil. "O hospital de lá não tem mais condição de receber, eles só estão recebendo primeiros socorros, os doentes estão sendo transferidos. A minha irmã tá no 8º mês de gestação, então se alguma coisa acontecer eles não tem mais condição de atender, então a gente tem que tirar ela o mais rápido possível". Sylvia já contatou o consulado em Barbados e o Itamaraty, no entanto, nenhuma ação concreta foi alegada por eles.
Mudança
Zana mudou-se para Tortola em 2014, quando o marido conseguiu um emprego lá na área de contabilidade. Rapidamente, eles se adaptaram e a moça também conseguiu um emprego, na área de finanças.
A região já tem histórico de furacões, porém, nunca havia tido nenhum de tanta intensidade quanto o Irma. "Lá as construções são muitos fortes, muito preparadas pra aguentar furacão", afirma Sylvia.