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| Senador Eunicio Oliveira e o ex-deputado Estadual acopiarense,Ricardo Almeida. |
Após quatro anos sob o comando de Renan Calheiros (PMDB-AL), o Senado Federal escolheu um novo presidente para o biênio 2017/2018, e ele será o cearense Eunício Oliveira, de 64 anos, que dará sequência à dinastia peemedebista no comando da Casa, que já dura 12 anos interruptos. Em uma votação folgada, como era previsto, Eunício recebeu 61 votos, enquanto seu adversário na disputa, José Medeiros (PSD-MT), registrou apenas 10. Outros 10 senadores votaram em branco. Acompanhe ao vivo o discurso de Eunício Oliveira após a vitória.
Em seu primeiro pronunciamento como presidente do Senado, Eunício afirmou que dedicará "toda a vontade e experiência que a vida me deu, ao longo de tantos embates no mundo empresarial e político", para comandar o Congresso Nacional. Ele também lembrou de seu colega de legenda, o cearense Mauro Benevides, que também presidiu a Casa entre 1991 e 1993. "Sou homem público já experimentado e um sertanejo forjado no enfrentamento de desafios. Assim, quero oferecer toda a minha capacidade gerencial e política em prol da sociedade brasleira", complementou.
Eleito para presidir o Senado até fevereiro de 2019, Eunício Oliveira tornou-se, portanto, o segundo na linha de sucessão da Presidência da República, atrás apenas do presidente da Câmara dos Deputados, que será escolhido nesta quinta-feira (2). A eleição de Eunício também reforça o histórico poder do PMDB na Casa, tendo em vista que o partido possui a maior bancada atualmente, com 19 senadores, além de ser o principal comandante do Senado desde a redemocratização, em 1985.
Para se ter uma ideia, nos últimos 28 anos, a Casa teve apenas dois presidentes que não eram filiados ao PMDB: Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), entre 1997 e 2001, e Tião Viana (PT-AC), que ocupou um mandato-tampão de dois meses, em 2007, após a renúncia de Renan Calheiros.
Vínculos
Ex-líder do PMDB no Senado, cargo que será ocupado por Renan Calheiros a partir de agora, Eunício se notabilizou por conseguir equilibrar vínculos tanto com Dilma, madrinha do casamento de uma de suas filhas, quanto com Temer, de quem é aliado. Durante a disputa pelo comando da Casa, Eunício, inclusive, conseguiu obter apoio da maioria dos senadores do PT, que decidiu apoiá-lo em troca de espaço na Mesa Diretora.
Os petistas, aliás, vão indicar José Pimentel (PT-CE) para a primeira secretaria, que funciona como uma espécie de prefeitura da instituição, responsável por assuntos administrativos e financeiros.
Fonte Diário do Nordeste
