Uma crise profissional motivou Nabor Coutinho a
matar a esposa, os dois filhos e se suicidar. Esta é a hipótese mais
provável para o caso que aconteceu no Rio de Janeiro, na manhã da
segunda-feira. O delegado titular da Divisão de Homicídios, Fábio
Cardoso, afirmou que há fortes evidências de que a grafia de uma carta
encontrada no apartamento é mesmo de Nabor.
"Ele
exerceu durante mais de 10 anos um alto cargo em uma empresa de
telefonia e teria saído há poucos meses. Teria então passado a
desempenhar uma atividade que ele estaria insatisfeito com essa nova
atividade. Então acreditamos que isso possa ter motivado ele ter esse
tipo de reação. Mas, obviamente, essa carta encontrada na casa dele cuja
a grafia é semelhante à do Nabor será encaminhada para exame
grafotécnico para que um perito criminal possa confirmar se aquela carta
foi ou não escrita por ele. Há evidências de que foi escrita por ele",
disse ao G1. A carta tinha assinatura de Nador.
Um
legista foi ao local do crime em busca de medicamentos que possam ter
influenciado a atitude de Nabor, mas nada foi encontrado. "Nós voltamos
hoje no apartamento que estava fechado com um perito legista da DH. Nós
avaliamos todos os tipos de materiais, equipamentos, medicamentos e
receituários que possam evidenciar que o Nabor tivesse fazendo uso de
algum tipo de medicamento que causasse algum tipo de transtorno. Mas não
localizamos nenhum tipo de medicamento ou documento que evidenciasse
que o Nabor estava usando para causar esse tipo de transtorno", diz.
Marido deixou carta em apartamento (Foto: Reprodução)
Crime
A suspeita é de que Nabor tenha matado a esposa, Laís Khouri, 48 anos, com duas facadas no pescoço, quando ela estava na cama do casal. Depois, ele jogou os dois filhos, Henrique, 10, e Arthur, 6, do 18º andar do prédio. A polícia investiga se os garotos já estavam mortos quando foram atirados. Por fim, Nabor pulou da varanda.
Primo de Nabor, o advogado Nelson Valenzuela disse que ele sempre foi um bom pai e marido, além de amigo com todos. "Ele surtou. Pra gente, não tem outra explicação".
Fonte Correio 24 Horas