"Escolhi a Pedagogia porque percebi que poderia ensinar o respeito às pessoas e [ensinar] que problemas físicos não influenciam quem a gente pode ser”. É o que diz a professora Sara Mendonça Ramos, de 23 anos, que tem somente 2% da visão e cuida de 20 crianças em uma sala de aula, em Vila Velha, no Espírito Santo.
Sara formou-se em 2015 e desde o início de 2016 é educadora da rede municipal da cidade. Ela trabalha na Unidade Municipal de Ensino Fundamental (Umef) Alger Ribeiro Bossois, em Cidade da Barra.
Ela pensou em cursar Psicologia, mas optou pela Pedagogia apesar de ter uma preocupação. “Achei que a deficiência poderia interferir no meu trabalho. Mas na primeira aula da faculdade aprendi que para ser professor não precisava de olhos físicos, mas de enxergar além, atuar com alma e a essência do ser humano”, lembra.
E com esse pensamento ela tem conquistado os alunos de 8 e 9 anos na turma do 3º ano do ensino fundamental que comanda. No início, eles ficaram curiosos pela condição de Sara, porém depois tornaram-se seus grandes parceiros.
“Eles perguntavam como eu conseguia comer, tomar banho, me vestir... fui explicando e eles perceberam que era parecido com o que eles faziam normalmente”, diz ela.
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