O número de homicídios registrados no Ceará no último fim de semana cresceu 86% com relação ao mesmo período da semana anterior. Entre a sexta-feira, 15, e o domingo, 17, os assassinatos saltaram de 21 para 39 casos. Em Fortaleza, a média registrada este ano, que era dois homicídios por dia, subiu para sete. Roubos e furtos também tiveram crescimento, mas os dados não foram detalhados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
O crescimento nas ocorrências é mais um reflexo das fugas e dos 21 ataques e atentados ocorridos no Estado, desde quarta-feira da semana passada, 13, quando prédios públicos, ônibus, viaturas e agentes da segurança se tornaram alvo de criminosos no Estado. É o que afirma o titular da SSPDS, Delci Teixeira, que concedeu entrevista ao O POVO na manhã de ontem.
Segundo Delci, as ações foram ordenadas de dentro das penitenciárias, sobretudo da Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL) I, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), onde foram apreendidos cerca de 450 celulares, no último dia 12. Ele considera que as ações são retaliação à redução do poder de comunicação dos detentos, visto que o entorno do presídio está ocupado por tropas especiais da Polícia Militar, o que inviabiliza a chegada de novos equipamentos aos presos.
“Com a presença da Polícia, a coisa fica mais difícil. Eles não querem a Polícia dentro do presídio. Mas estamos lá e vamos permanecer até que o sistema prisional volte a normalidade”, assegurou. Já o aumento dos homicídios, para ele, está diretamente ligado às fugas registradas. “É possível que essas pessoas que estão foragidas estejam procurando alguma vingança contra os seus desafetos”.
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