domingo, 26 de junho de 2016

Paçoca de carne de 700 kg é servida em arraial

Prefeitura estimou servir 25 mil pessoas  (Foto: Inaê Brandão/G1)

Após a repercussão em 2015, o ‘Boa Vista Junina’ trouxe a segunda edição da ‘maior paçoca de carne do mundo’, como é assim considerada pela prefeitura da capital de Roraima. Pesando 775 quilos, a paçoca de carne, uma iguaria tipicamente regional, serviu milhares de pessoas no sábado (25), penúltima noite do arraial. O prato custou R$ 32 mil aos cofres públicos.

O público presente na praça Fábio Marques Paracat acompanhou ao vivo a pesagem da iguaria feita com 500 kg de carne de sol, 350 kg de farinha, 150 quilos de cebola e 60 litros óleo.

Os 'paçoqueiros' João Carlos Souto Maior Sá e Raimundo Nonato foram os responsáveis pelo prato. João, que é roraimense, trabalha com paçoca há 10 anos, e lembra que a tradição de fazer o alimento existe há anos em sua família. "Eu pilava a paçoca para a minha avó quando era pequeno".

Conforme os chefes, a escolha da matéria prima de qualidade é a dica de ouro para a produção de uma paçoca de boa qualidade.

"A carne tem que ser a de sol ou seca como a gente chama aqui no estado, porque ela é bem desidratada", disse João acrescentando que a farinha amarela usada no prato deve ser regional e bem torrada. Além dos mestres, seis pessoas auxiliaram na produção da paçoca.

Milhares de pessoas apreciaram a presagem e distribuição da paçoca (Foto: Josué Ferreira/G1 RR)

O trabalho dos cozinheiros foi aprovado pelo público. A roraimense Vanessa Ribeiro provou da paçoca em 2015 e voltou para repetir a dose. "Está muito melhor que a do ano passado. A cultura roraimense é valorizada cada vez mais".

Farinha
Os 350 quilos de farinha usados na confecção da 'maior paçoca do mundo' vieram da comunidade indígena Bananal, localizada no município de Pacaraima, no Norte do estado. Ao todo, 42 famílias moram na comunidade e 28 delas trabalham com a produção e venda da farinha.

"Temos uma tradição de 50 anos de produção de farinha. Fornecer o alimento para este evento é muito importante para a gente e de grande responsabilidade, já que estamos representando todos os provos indígenas que produzem farinha", disse o tuxaua Tercio Sarlin.



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