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| Foto Fabio Lima |
O Açude Orós sangrou nesta quarta-feira, 15, ao atingir capacidade máxima, trazendo alegria aos moradores. O aposentado Adão Viana, 71, lembra das festas em família na barragem, das pescarias durante as cheias e do trágico rompimento em 1960, que destruiu casas e matou centenas no Vale do Jaguaribe.
Localizado na Bacia do Alto Jaguaribe, o açude Orós sangrou na manhã desta última quarta-feira, 15, atingindo sua capacidade máxima por volta das 8 horas.
Embora ainda ocorra em baixo nível, a sangria do “Grande Guerreiro” trouxe alegria e esperança aos moradores do município de Orós. Esse é o caso do aposentado Adão Viana, de 71 anos, que acompanhou todas as sangrias ao longo da vida, inclusive o rompimento da barragem em 1960.
Ele afirma que testemunhar o momento, mesmo depois de várias décadas continua sendo uma verdadeira “riqueza”.
Nascido e criado na região, ele guarda na memória diferentes fases da história do açude, desde os períodos de cheia até os longos anos de seca.
Senhor Adão relembra que, ainda jovem, costumava ir à barragem acompanhado de familiares e amigos. “Toda vez que sangrava, a gente vinha. Era a família toda reunida, irmãos, cunhados, amigos. Era um momento de festa”, conta.
Com apenas 5 anos, ele testemunhou um dos epsódios mais marcantes e trágicos da história do Orós, o rompimento da barragem, em 6 de março de 1960. O Epsódio destruiu milhares de casas ao longo do Vale do Jaguaribe e causou a morte de centenas de pessoas.
Entre as memórias mais vivas estão as pescarias durante os períodos de cheia. Segundo ele, era comum ver grande quantidade de peixes descendo pelo sangradouro. “A gente ficava lá embaixo pegando peixe. Era os peixes pulando e a gente enchendo os sacos. Hoje não tem mais, parece que se acabou”, relata.
Com informações do O Povo.
