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| Foto Fco Fontenele |
O avanço de até 21% nos preços da gasolina comum e do óleo diesel no Ceará pode ser mensurado a partir de um recorte específico.
A comparação entre a semana de 22 a 28 de fevereiro de 2026, imediatamente anterior ao início das tensões entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, e o levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente à última semana (5 a 11 de abril).
A escolha desse intervalo permite observar, com base em dados oficiais, como o cenário internacional passou a influenciar diretamente o mercado de combustíveis no Brasil.Siga o canal de Economia no WhatsApp para ficar bem informado
No Ceará, a gasolina comum saiu de um preço médio de R$ 6,42 no fim de fevereiro para R$ 6,99 em abril. O salto representa uma variação de 8,8% em cerca de seis semanas.
Em comparação, na penúltima atualização (semana encerrada em 4 de abril), o valor subiu um centavo, quando registrava R$ 6,98, mostrando manutenção do patamar encontrado na pesquisa ANP até o dia 11.
Mas ante o período anterior à guerra, trata-se de um aumento relevante, acima da inflação do período, e que acompanha a escalada do petróleo no mercado internacional após o agravamento geopolítico.
Segundo o economista Davi Azim, esse movimento tem relação direta com o cenário externo. “As relações geopolíticas podem trazer eventos de grande envergadura, como é o caso do conflito entre Irã e Estados Unidos. Como o Brasil é um grande importador, esse aumento do barril de petróleo acaba sendo repassado para o produto”, explica.
Já o óleo diesel também registrou avanço expressivo no mesmo intervalo, passando de R$ 6,15 para R$ 7,49, com alta de 21,1%.
O comportamento é de crescimento consistente, com impacto direto sobre o custo do frete e, consequentemente, sobre os preços de produtos e serviços. O preço atual subiu 19 centavos no valor da semana anterior, quando assentou em R$ 7,30.
Esse encarecimento tende a se espalhar pela economia. “Se você tem o combustível elevado, isso causa uma dificuldade imensa para o desenvolvimento econômico. É um insumo essencial para a logística, e isso leva à elevação de preços de produtos e serviços, impactando diretamente o consumidor”, afirma o economista.
Com informações do O Povo.
