
A Procuradoria de Proteção Ambiental do Estado do México (Propaem) reconheceu o cachorro caramelo como uma raça mexicana em uma postagem no Facebook. Foto: Nah Jereissati.
A publicação incluiu o animal, popular no Brasil, em uma lista que tinha também as raças Chihuahua, Xoloitzcuintli e Calupoh, já reconhecidas como nacionais anteriormente.
O “anúncio” foi uma forma de estimular a adoção responsável de animais no país. A procuradoria, por exemplo, aponta que o México tem a maior população de animais abandonados de toda a América Latina.
Apesar da boa motivação, o reconhecimento provocou reações, em maioria bem-humoradas, de brasileiros nas redes sociais.
"Caramelo" no Brasil, "perrito amarillo" no México
Segundo o portal mexicano El Universal, o cachorro conhecido como “caramelo” no Brasil leva a alcunha no México de “perrito amarillo” ou “perrito miel” — "filhote amarelo" ou "filhote cor de mel", em espanhol.
No entanto, a Propaem explicou que a ação de chamar a raça de “caramelo” e reconhecê-la como mexicana se inspirou em uma iniciativa de adoção ocorrida no Brasil em 2025.
Segundo o veículo, a campanha original foi feita por uma marca de rações para animais de estimação brasileira no ano passado. A ação, da Pedigree, evidencia que os vira-latas caramelos são os mais comuns em abrigos de animais.
Além disso, eles têm 90% menos chances de serem adotados em comparação a cães de raça. A campanha brasileira define o caramelo como “patrimônio cultural brasileiro”.
Reações brasileiras fizeram piada com o reconhecimento
Ainda conforme o El Universal, usuários no México debateram sobre a existência de “caramelos” em vários países da América Latina.
Já os brasileiros, em redes sociais como o X (antigo Twitter), fizeram memes e compararam o reconhecimento à expropriação de riquezas latino-americanas feitas por países colonizadores.
Um usuário mexicano tentou apaziguar a situação e disse que o reconhecimento seria uma “prova de que somos culturas irmãs que compartilham o amor pelos cachorrinhos amarelos (ou caramelos, como vocês os chamam)”.
Com informações do Diário do Nordeste