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| Foto Thiago Gadelha |
Marco, localizada na microrregião do Litoral de Camocim e Acaraú, a 198,22 km de Fortaleza, foi o município cearense com maior valor médio repassado pelo Governo Federal por meio do Bolsa Família. Ao todo, 5,3 mil famílias beneficiárias receberam, em média, R$ 712,52 neste mês de março.
Próximo dali, em Morrinhos, mais de 3,5 mil famílias foram contempladas com R$ 710,02, deixando a cidade em segundo lugar na lista.
Completam os cinco primeiros postos desse ranking as cidades de Ibiapina (R$ 707,24), São Benedito (R$ 704,69), Guaraciaba do Norte (R$ 700,37) — todas localizadas na microrregião da Ibiapaba, no noroeste cearense.
Em seguida, integrando os 10 primeiros lugares, aparecem Tianguá (R$ 698,3), Amontada (R$ 695,9), Itarema (R$ 695,7), Itapipoca (R$ 693,1) e Ibaretama (R$ 691,6).
O valor médio do benefício não indica a incidênciada da pobreza nos municípios, mas a intensidade dela, explica Vitor Hugo Miro, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisador FGV IBRE.
“A incidência de pobreza estaria sendo refletida na cobertura, com uma maior proporção de famílias dependentes do programa. Por sua vez, o valor médio do benefício funciona como um indicador indireto do perfil socioeconômico das famílias pobres nestes municípios”, detalha.
Isso ocorre porque o Programa combina um benefício base por família com benefícios adicionais que variam conforme a composição demográfica. Benefício de Renda de Cidadania (BRC): R$ 142 por integrante da família, destinado a todas as famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família;
Benefício Complementar (BCO): valor destinado à família atendida pelo Programa que não alcança o valor mínimo de R$ 600, somando todos os BRCs;
Benefício Primeira Infância (BPI): destinado às famílias em situação de pobreza atendidas pelo Programa com crianças com até 7 anos incompletos. Cada criança recebe valor adicional de R$ R$ 150;
Benefício Variável Familiar (BVF): destinado às famílias em situação de pobreza atendidas pelo Programa que tem gestante, nutriz (criança de 0 a 6 meses), criança e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos. Cada pessoa que atenda a algum desses critérios recebe valor adicional de R$ 50.
“O valor depende do número de membros na família, da composição etária e da renda declarada per capita, que revela o grau de privação monetária do domicílio, ou seja, sua situação de pobreza. Domicílios mais vulneráveis tendem a receber mais benefícios”, afirma o professor.
Com isso, é possível mapear onde estão as famílias cearenses mais vulneráveis, informação importante para o aprimoramento de políticas de combate à pobreza.
Com informações do Diário do Nordeste.
