quinta-feira, 16 de abril de 2026

Idosa cearense de 90 anos passou a vida escrevendo cartas para conectar pessoas e até formar casais

Foto Fabiane de Paula.
A gente não compra cartões só por achá-los bonitos. Talvez eles expressem em palavras coisas que não conseguimos. A gente não pede para alguém escrever algo em nosso nome por qualquer motivo. Precisa ser intenção especial, e é importante que a pessoa assim o seja também. Dona Luzanir Cardoso sempre representou esse papel para amigos e familiares: dedicou a vida a preencher cartas com sentimentos capazes até de formar casais.

Moradora do bairro Jardim das Oliveiras, em Fortaleza, a idosa de 90 anos é um museu lúcido e vivo. A caligrafia caprichada e o apreço pela Língua Portuguesa cedo a fizeram ser eleita pelos pares como aquela capaz de traduzir emoções, amolecer almas. Foi assim, recorda, que ajudou a secretária de um antigo emprego a conhecer o amor da vida.

“Ela não tinha coragem de, ela mesma, escrever cartas para um rapaz que morava no Rio de Janeiro. Então eu escrevi. Acaba que, depois disso, ela saiu do Ceará, encontrou o rapaz, mas adoeceu, teve câncer, e esse homem foi extremamente bom, ficou ao lado sempre. Levava-a no braço para colocar na cama, na cadeira… Isso ficou na minha mente, o fato de esse relacionamento ter dado certo”, conta, voz firme ao telefone.

Com informações do Diário do Nordeste.