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| Foto Fabiane de Paula. |
A preocupação com a circulação de doenças como dengue, chikungunya e zika aumenta no período chuvoso no Ceará, entre janeiro e maio, época em que os índices de infestação historicamente atingem seus picos. O monitoramento permanente da Prefeitura de Fortaleza identificou que a cidade possui 1.788 pontos classificados como vulneráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, animal que transmite as doenças.
Esses locais são caracterizados por uma grande concentração de depósitos preferenciais para a desova ou pela facilidade de introdução do vetor, recebendo inspeções quinzenais e, quando indicado, a aplicação de controle químico.
Os dados constam no novo Plano Municipal de Contingência para o Controle e Enfrentamento de Epidemias por Arboviroses para 2026, elaborado pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covis) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e aprovado no último dia 24. O documento traça o mapa de riscos da Capital e estratégias para conter as doenças.
O coordenador da Covis, Josete Malheiro, explica que os chamados "pontos estratégicos" são locais com alta rotatividade de materiais ou grande fluxo de pessoas. Eles incluem sucatas, ferros-velhos, centros de reciclagem, ecopontos, prédios antigos, praças e escolas.
Grandes canteiros de obras, tanto públicos quanto privados – como as obras do Metrofor –, também entram nessa categoria e passam por vistorias frequentes para a eliminação de focos, buscando minimizar a proliferação descontrolada nos bairros correspondentes.
“O principal tipo de foco de mosquito está em médios reservatórios: baldes, tonéis e tinas. Depois, seguem-se as calhas e os reservatórios menores. Isso favorece a proliferação do mosquito tanto no período da quadra chuvosa quanto no período da estiagem”, detalha.
Com informações do Diário do Nordeste.
