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| Foto Fabiane de Paula. |
Modelos climáticos analisados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) apontam que os meses de julho, agosto e setembro deste ano devem ser até 2°C mais quentes do que o "normal" no Ceará. Isso se deve a uma probabilidade acima de 50% de se configurar um El Niño forte nesse período.
O El Niño é um fenômeno provocado pelo aquecimento anormal das águas do oceano na região tropical do Pacífico. Em geral, no Ceará, está associado à diminuição da precipitação durante a estação chuvosa.
O diretor técnico da Funceme, Francisco Vasconcelos Júnior, afirma que, provavelmente, o fenômeno deste ano ficará "entre os cinco maiores da história". "Nós temos, hoje, condições bem aquecidas na região do [oceano] Pacífico equatorial central leste, águas em torno de 200 metros de profundidade bem aquecidas", explicou.
O desenvolvimento deste El Niño tem sido acompanhado com preocupação por diferentes centros meteorológicos no mundo. No Estado, há chance de que o evento impacte ainda este primeiro semestre, próximo à conclusão da quadra chuvosa. "Podemos ter impacto no final da estação, em maio", aponta Vasconcelos.
Com informações do Diário do Nordeste l.
