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| Foto Antônio Rodrigues/Diário do Nordeste. |
O Ceará deve aumentar a produção de uva dedicada para a exportação já no segundo semestre de 2026. O investimento será em torno de US$ 20 milhões (cerca de R$ 100 milhões na cotação atual) em uma área de até 600 hectares na Chapada do Apodi.
As informações foram compartilhadas por Carlo Porro, fundador e CEO da Agrícola Famosa, empresa que é a principal exportadora de melão e melancia do Ceará, em entrevista ao Diário do Nordeste.
"Estamos iniciando um projeto de uva e que deve beneficiar tanto o Ceará como o Rio Grande do Norte, já estamos no segundo ano. Temos uma área de 20 hectares, e a nossa previsão é chegar a 600 hectares", declara.
A tendência é de que seja um projeto dedicado para a produção de uva para exportação à Europa, a exemplo do que a Agrícola Famosa já faz com melão e melancia.
Produção de uva cearense mira acordo entre Mercosul-UE
Na região, em especial no Vale do Jaguaribe, a Agrícola Famosa já tem uma produção concentrada em seis municípios: Aracati, Icapuí, Limoeiro do Norte, Quixeré, Russas e Tabuleiro do Norte.
A produção de uva está de olho na zona de livre comércio a ser criada com o acordo entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE), previsto para entrar em vigor na próxima sexta-feira (1º).
"O Ceará vai se beneficiar com certeza. A uva vai ter o imposto imediatamente zerado, vejo um impacto positivo imediato, e o Porto do Pecém é um grande embarcador de uva. Logicamente, os estados nordestinos vão se beneficiar desse acordo", explica Carlo Porro.
O melão, diferente da uva, que ficará isenta de impostos para exportação assim que o acordo passar a vigorar, terá uma redução gradativa de tributos, até chegar a zero nos próximos anos.
"A produção gradativamente aumentará porque o consumo na Europa gradativamente aumentará. Nosso produto será mais competitivo", projeta o CEO da Agrícola Famosa.
Com informações do Diário do Nordeste.
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