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| Foto Ismael Soares. |
O transporte público de Fortaleza enfrenta um cenário desafiador para manter o ritmo de renovação da frota de ônibus em 2026. O problema é provocado pelas alterações na venda de combustíveis a partir da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã e pela queda na demanda em trajetos simples no dia a dia.
Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), Dimas Barreira, embora mais de 30 novos veículos tenham sido entregues no início deste ano, o planejamento das operadoras foi impactado por esses fatores externos, que dificultam a aceleração de novas encomendas.
O gestor conversou com o Diário do Nordeste no Paço Municipal, na última quinta-feira (23), durante a segunda edição do Encontro de Governança Metropolitana: fomentando a integração do transporte público urbano.
Barreira explicou que o equilíbrio financeiro do sistema de Fortaleza, antes projetado com o auxílio da isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pelo Governo do Estado e o reajuste tarifário da Prefeitura (de R$ 4,50 para R$ 5,40), foi desestabilizado pela conjuntura internacional.
"Tivemos uma coisa não prevista que era essa questão da guerra, e com os preços dos combustíveis disparando como foi", disse, ressaltando que os custos operacionais fugiram do controle.
Somado a isso, o sistema municipal enfrenta uma perda de demanda qualificada de cerca de 10% no último ano, principalmente de passageiros que realizam trajetos curtos e migraram para o transporte individual. Isso reduziu a arrecadação necessária para novos investimentos.
Dimas Barreira afirmou que o serviço de transporte público “precisa ser oferecido como uma infraestrutura da cidade e depender cada vez menos da tarifa pagante”.
Com informações do Diário do Nordeste.
