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| Foto Davi Rocha |
Setores da economia cearense podem ser beneficiados com a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que julgou ilegal o tarifaço imposto em vários países, com a posterior decisão do presidente norte-americano de aplicar nova tarifa de 10%, na última sexta-feira, 20, e depois de 15% no sábado, 21.
A regra anterior, que somava 40% de impacto, criada pelo governo de Donald Trump, atingia o Brasil e a Índia com as maiores sobretaxas, o que agora pode gerar um respiro.
Indústrias do Ceará, como pescados, calçados e minerais, podem ser algumas das principais favorecidas. Por outro lado, exportadores do aço e alumínio permanecem sob imposição de 50% dos EUA.
A avaliação sobre os benefícios que a decisão pode trazer para a competitividade das exportações do Estado é de Guilherme Muchale, gerente do Observatório da Indústria e economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
"Essa decisão acaba sendo bem relevante pela importância do mercado americano. Para se ter uma ideia, em 2024, os Estados Unidos eram 44,9% dos destinos das exportações cearenses", contextualiza o especialista.
"Em 2025, pelos resultados do primeiro semestre, eles mantêm em 43% essa participação. E em 2026, que são basicamente os dados de janeiro, esse número já tinha caído para 37%", explica. Para ele, o fim da política anterior de tarifas vai devolver a competitividade das exportações cearenses nesse mercado.
O setor de pescados, por exemplo, seria o segundo mais relevante para o Ceará em termos de exportações para os EUA. Em janeiro de 2026, essas exportações teriam caído em quase 70%, segundo Muchale.
Já o Instituto Aço Brasil comentou que, apesar de a medida não afetar diretamente o setor, ainda é benéfica para ele.
"A decisão da Corte dos Estados Unidos de derrubar as tarifas recíprocas de importações não deverá impactar as exportações da indústria de aço no Brasil, uma vez que a tarifa de 50% para produtos de aço se mantém. No entanto, a decisão afeta setores consumidores de aço, o que é positivo", comentou a organização em nota.
Com informações do O Povo.
