quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Produtores vão mapear cadeia do camarão no Ceará por R$ 500 mil

Foto Honório Barbosa 
A cadeia produtiva da carcinicultura no Ceará vai ser alvo de um censo a partir de março de 2025 para mensurar a dimensão do setor no Estado. Os trabalhos são conduzidos pela Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC) e contam com R$ 500 mil em recursos.

Um dos objetivos, destaca a entidade, é conhecer os novos produtores do setor, assim como as demandas prioritárias e os gargalos que travam a maior expansão da produção.

A expectativa é concluir o estudo a tempo de apresentar os dados na XXII Feira Nacional do Camarão, que será realizada entre os dias 17 e 20 de novembro de 2026 no Centro de Convenções de Natal (RN).

O último censo foi realizado em 2024 e apontou protagonismo dos cearenses. Dos 184 municípios, 59 registraram atividades relacionadas à carcinicultura a partir da atuação de 1.786 produtores, à época. A variedade penaeus vannamei, conhecido como camarão-branco-do-pacífico, é o mais produzido.

Os dados também indicaram uma produção de 110 mil toneladas de camarão — correspondentes a 55% de todo o setor no País e liderando um ranking que tinha Rio Grande do Norte (36 mil toneladas) e Paraíba (25 mil toneladas) no pódio.

“Nos últimos 20 anos, a ABCC já realizou quatro edições do Censo da Carcinicultura do Ceará. O primeiro deles foi em 2003, na sequência realizamos novamente em 2011, 2016, e 2021. Ou seja, já se passaram quatro anos desde o último censo e, a justificativa tem por base as informações extra oficiais que já apontam para um número superior a 2.500 empreendimentos”, diz Itamar Rocha, presidente da ABCC.

Com informações do O Povo.