![]() |
| Foto Rodrigo Carvalho |
O desafio da gravidez precoce marca significativamente a trajetória de muitas meninas menores de 18 anos, que estão em período de transformações físicas e emocionais. No Ceará, 7.389 nascimentos de bebês de mães adolescentes foram registrados entre janeiro e agosto de 2025.
Nesse mesmo período de 2024, o Estado notificou 7.960 nascimentos de meninas na adolescência. Entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil registrou 168.713 nascimentos de bebês filhos de mães com idades entre 15 e 19 anos.
Na mesma época de 2024, 179.428 nascidos de gestações precoces, totalizando 261.206 nascimentos ao final do ano em todo o País.
Entre os estados da região Nordeste, o Ceará é o terceiro da lista com o maior número de nascimentos de bebês de mães adolescentes, atrás do Piauí (3.370) e Maranhão (10.023).
Os dados são do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) do Ministério da Saúde, compilados em 27 de janeiro de 2026 pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).
Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gestação na adolescência está associada a maiores riscos de complicações para a mãe, o feto e o recém-nascido.
Em 2025, o Ceará registrou um total de 78 mortes maternas, dos quais duas meninas com idades entre 10 e 14 anos foram a óbito, além de outras quatro adolescentes (de 15 a 19 anos), segundo o painel Integra Sus, do Governo do Estado.
A OMS também ressalta que a gravidez precoce pode agravar vulnerabilidades sociais e econômicas já existentes.
Com informações do O Povo.
