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| Foto Reprodução |
Os banhistas que quiseram aproveitar o mar da Praia do Futuro, em Fortaleza, nesta segunda-feira de Carnaval (16), se depararam com uma espuma densa na água. O material, que varia de coloração branca a marrom, se acumulou em trechos da areia nas proximidades do Caça e Pesca.
O Diário do Nordeste confirmou a informação com duas barracas de praia e um surfista que frequenta o local. Apesar de chamar atenção, eles relatam que o fenômeno é comum nesta época do ano.
A aparição dessas manchas no litoral de Fortaleza é estudada desde os anos 1990 por pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC). A ocorrência pode estar relacionada a fatores ambientais como ondas, marés e regime de chuvas.
De acordo com o Instituto, as manchas não indicam derramamento de óleo ou poluição urbana. Na realidade, o fenômeno é provocado pela proliferação e acúmulo de algas diatomáceas, microrganismos unicelulares que podem chegar a cerca de 2 milímetros.
Elas vivem originalmente junto à areia, no leito marinho, e são trazidas à praia por mudanças nas ondas. Segundo Andréa Franco, pesquisadora do Labomar, a coloração vista hoje se assemelha ao que já é costumeiramente conhecido.
"O mais provável é que tenha sido a biomassa das algas, vindas dessas acumulações de diatomáceas que já ocorrem todos os anos. Uma parte não foi dispersa nem consumida pelos organismos, se acumulou ali e a onda empurrou pra areia", detalha a especialista.
Muitas vezes, essa espuma acumulada na quebra das ondas pode ficar amarronzada ou amarelada. O ideal, aponta ela, seria fazer análises laboratoriais para identificar qual alga teve predomínio no fenômeno.
Com informações do Diário do Nordeste.
