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| Foto Reprodução/SRH |
A inauguração oficial do segundo maior reservatório do Ceará e um dos maiores do Brasil completa 65 anos neste domingo (11). O Açude Orós carrega em suas águas a história não apenas do Município que lhe dá nome, mas de todo o Estado. Entre períodos de estiagem severa e momentos de altos volumes de água, a barragem influenciou o estilo de vida da população da região e o meio ambiente local.
O reservatório chega a 2026 como uma boa situação hídrica. Conforme dados do Portal Hidrológico, consultados pelo Opinião CE nesta sexta-feira (9), o açude está com 72,08% de abastecimento hídrico (em 1º de janeiro, a recarga era de 72,78%). A título de comparação, esse percentual chegou a apenas 4,72% em fevereiro de 2020, mostrando as dificuldades pelas quais a região passa.
Com capacidade aproximada de 1,94 bilhão de metros cúbicos, o Orós é essencial para a segurança hídrica de todo o Vale do Jaguaribe. O reservatório garante o abastecimento de mais de 500 mil pessoas, sustenta atividades agrícolas e reduz de forma significativa os impactos das secas recorrentes no semiárido cearense.
O diretor de operações da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Tércio Tavares, destacou que a relação do açude com o meio ambiente é “diretamente proporcional”. Segundo ele, o Orós beneficia o ecossistema do Vale do Jaguaribe ao manter mais de 400 quilômetros de trechos perenizados do rio.
“Isso favorece a vegetação, reduz a erosão e o assoreamento, cria habitats para a fauna e contribui para a regularização dos extremos hidrológicos”, explica
Com informações do Site Opinião CE.
