domingo, 14 de dezembro de 2025

Setor calçadista do Ceará controla investimentos, monitora riscos e renegocia preços no exterior

Foto Abicalçados.
O tarifaço imposto pelos Estados Unidos afetou o setor calçadista no Brasil, mas o Ceará ainda consegue manter certo equilíbrio. Um dos motivos é que o segmento cearense adotou medidas para reduzir os impactos, como controle de investimentos, monitoramento de riscos e renegociação de preços e prazos com importadores.

A informação é da presidente do Conselho de Relações Internacionais da Federação das Indústrias do Estado (Fiec), Karina Frota.

Segundo a Abicalçados, o setor brasileiro perdeu 1,65 mil postos de trabalho apenas em outubro. Diferentemente do cenário nacional, segundo ela, esse recuo ainda não chegou ao Ceará.

“A maioria das empresas está controlando investimentos, monitorando riscos e renegociando preços e prazos com importadores”, afirma.

Entre janeiro e novembro, o setor cearense somou US$ 172,2 milhões em exportações, uma queda de 4,9% em relação a 2024, quando registrou U$ 181 milhões.

No entando, o estado apresentou desempenho misto em mercados-chave, como Estados Unidos (US$ 31,5 mi) e Colômbia (US$ 17,3 mi), onde houve avanço de 0,64% e 1,76%, respectivamente.

O economista João Mário de França, da FGV, explica que o Ceará conseguiu uma “compensação” em novembro. Para ele, o tarifaço deixa uma lição importante. "O setor precisa evitar depender de poucos mercados. O choque tarifário evidencia o risco dessa concentração", observa.

Com informações do Diário do Nordeste.