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Foto: Davi Rocha |
A dona de casa Neuza Araújo, 61 anos, tem o costume de consumir peixe durante todo o ano e afirma que ficou com medo de, no período da quaresma e Semana Santa, encontrar preços mais altos por conta da procura.
“Por enquanto está razoável o preço. Compro sempre o sirigado e o pargo e o preço continua em torno de R$ 40”.
No período da quaresma, Neuza comenta que acaba comendo peixes três vezes por semana, mas que mesmo essa alta no consumo não influencia no seu orçamento. “Acaba ficando uma coisa pela outra, porque a carne também está muito cara, então, não sinto diferença”.Foto: Davi Rocha
Sobre a Semana Santa, a dona de casa afirma que consome pescado diariamente, mas que vai deixar para se preocupar com preço mais perto. Por enquanto, ela passa pelas bancas do Mercado dos Peixes, no Mucuripe, e faz pesquisa de preço somente para os cerca de três quilos que fazem parte de algumas refeições da semana.
Ganhando espaço na mesa das famílias
Segundo o presidente da Associação dos Permissionários do Mercado dos Peixes, Rogerbert Lima Alves, a expectativa é que se venda 30% a mais em quilo de pescados, se comparado ao ano passado.
“Por conta do aumento dos preços de outros produtos que compõem as refeições de Quaresma e Páscoa, o peixe pode ganhar ainda mais protagonismo e atrair mais consumidores que podem servir em mais quantidade ou podem passar a consumir mais vezes”.
Ele afirma que os produtores estão apostando na manutenção dos preços praticados no ano passado, nessa mesma época, para garantir ainda mais vendas. Assim, o quilo da tilápia está sendo vendido por R$ 25.
A posta de atum está saindo por R$ 30, assim como a cavala e o peixe vermelho está por R$ 40, em média. Já o pargo aparece como um dos mais caros, com o preço do quilo a partir de R$ 45.
Assim, para uma refeição preparada em casa, para quatro pessoas, o ticket médio de gasto em pescado é de R$ 70.
“Agora, na Semana Santa, isso aumenta porque a família se reúne com mais pessoas, então eles compram um peixe maior. Por isso, na última semana a tendência é dobrar esse valor”, explica Alves.
Com informações do Diário do Nordeste.