quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Obra da Transnordestina entre Caucaia e Porto do Pecém pode custar até R$ 520 milhões

Foto TLSA/Divulgação
A execução das obras do lote 11 da Ferrovia Transnordestina, que vai interligar Caucaia ao Porto do Pecém, ambos em território cearense, pode custar aos cofres da concessionária responsável pela construção da linha férrea até, aproximadamente, R$ 520 milhões.

Essa estimativa foi feita por Heitor Freire, diretor de Gestão de Fundos, Incentivos e de Atração de Investimentos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em entrevista ao Diário do Nordeste. Conforme o gestor técnico do órgão regional, o custo para executar um quilômetro (km) da linha férrea varia entre R$ 17 milhões e R$ 20 milhões.

Como esse trecho terá 26 km, o custo para construir a ferrovia pode variar entre R$ 442 milhões e R$ 520 milhões. Heitor frisa ainda que "a concessionária pode também fazer aporte próprio".

O lote 11 terá 26 quilômetros. Não é obrigatório esse número, mas a média é sempre de R$ 17 milhões a R$ 20 milhões investidos por quilômetro. Obviamente pode ser um pouco menos, mas vamos supor que seja de R$ 17 milhões a R$ 20 milhões por quilômetro e o lote 11 está dentro do que foi liberado da última vez. Disse Heitor Freire Diretor de Gestão de Fundos, Incentivos e de Atração de Investimentos da Sudene

Parte desse montante foi disponibilizado para a Transnordestina Logística Sociedade Anônima (TLSA) na primeira semana de 2025. O valor aportado para a empresa, responsável pela construção da nova Transnordestina, foi de R$ 400 milhões, referentes ainda a 2024, via o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Banco do Nordeste (BNB).

Conforme Heitor Freire, o dinheiro liberado pelo FDNE via BNB para a TLSA será aplicado na construção do lote 11 da Transnordestina, o último da ferrovia em solo cearense. Ele é ainda o menor trecho da linha férrea no Estado, com somente 26 km, praticamente metade do que vem sendo executado normalmente.

Como destacado pelo diretor da Sudene, além de recursos governamentais, a TLSA pode colocar aportes financeiros próprios para a execução da ferrovia. A ordem de serviço do lote 11 foi assinada nesta última segunda-feira (27).

O valor investido não foi divulgado por nenhum dos entes envolvidos na obra: concessionária, empresa responsável pela construção (Construtora Marquise), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Sudene.

Na segunda-feira (27), a TLSA informou que "não divulga o valor" por trecho por questões "de mercado". Isso porque ainda faltam outros três lotes serem contratados na fase 1 do projeto, que interliga São Miguel do Fidalgo (PI) ao Porto do Pecém (CE).

Com informações do Diário do Nordeste.