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| Foto Camila Lima/ Sistema Verdes Mares |
Após fevereiro ter fechado o mês com chuvas quase 50% abaixo da média histórica no Ceará, o mês de março chegou com bons índices. As intensas e bem distribuídas precipitações têm sido constantes. Tanto, que este mês conquistou uma importante marca. O dia 15 de março de 2022 foi o que o registrou chuva no maior número de cidades cearenses dos últimos 49 anos.
No intervalo de 24 horas, 181 dos 184 municípios do Ceará foram banhados pelas chuvas. Desde que a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) começou a monitorar os eventos pluviométricos, em 1973, isso nunca antes havia acontecido.
Naquela data, apenas as cidades de Tejuçuoca, Milhã e Mulungu não tiveram registro de pluviometria informado à Funceme. Isso, contudo, não significa necessariamente que não tenha chovido nestes locais no dia 15 de março. O órgão cearense contabiliza as chuvas mediante a informação colhida pela rede de pluviômetro espelhado pelas cidades do Ceará.
Em dadas situações, pode existir atraso no envio de tais informações por parte dos voluntários.
"Atualmente, a rede estadual da Funceme conta com cerca de 550 postos ativos. Em breve, o número deverá aumentar, pois encontra-se em processo final de licitação mais 100 pluviômetros, que serão usados tanto para novos postos, como para manutenção de outros", destacou o órgão.
BONS ÍNDICES
Esse recorde obtido é simbólico e retrata bem o atual cenário das chuvas em março. Diante da boa espacialidade das precipitações, mas açudes cearenses têm conseguido adquirir aporte hídrico. Atualmente, são 13 reservatórios estão sangrando e outros seis estão bem próximo de verter.
Açudes sangrando: Acaraú Mirim (Massapê), Caldeirões (Saboeiro), Do Coronel (Antonina do Norte), Muquém (Caríus), Itaúna (Granja), Angicos (Coreaú) Gameleira (Itapipoca), Quandú (Itapipoca), Germinal (Palmácia), Itapebussu (Maranguape), Tijuquinha (Baturité), Rosário (Lavras da Mangabeira) e Ubaldinho (Cedro)
Açudes com volume acima dos 90%: Valério - 95,53% (Altaneira), Barragem do Batalhão - 97% (Crateús), Batente - 92,31% (Ocara), Açude Sobral - 95,76%, Gavião - 95,2% (Pacatuba) e Mundaú - 93,03% (Uruburetama)
Ao longo destes três primeiros meses do ano, os 155 açudes cearenses monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) já tiveram aporte de 1,30 bilhões de metros³. O volume atual dos reservatórios é de 26%. No início deste ano, este percentual era de 21%.
Com informações do Diário do Nordeste
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