sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Chuvas da pré-estação geram algum aporte nos açudes, mas são mais importantes para saturar solo

O registro de chuvas em 134 postos pluviométricos monitorados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) não foram suficientes para aumentar consideravelmente o volume dos 155 açudes do Ceará.

Em resenha diária publicada na última quinta, 9, pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), foram registrados aportes em 43 açudes, destacando-se o Edson Queiroz, no município de Santa Quitéria; e Jaburu I, localizado em Ubajara.

Em nota, a Cogerh informou que as as chuvas de pré-estação podem gerar algum aporte, que são sempre bem vindos. Contudo, são mais importantes para saturar o solo e possibilitar o escoamento das águas da chuva durante a quadra.

Dessa forma, essas precipitações ainda não são suficientes para aumentar o volume dos reservatórios. É necessário que haja continuidade nas precipitações.

Dados atualizados do monitoramento divulgados na manhã desta sexta, 10, mostraram que o Edson Queiroz está com volume de 41,09% e o Jaburu I com 59,20%.

No monitoramento do dia 9, nenhum açude sangrou, apenas um está com volume acima de 90% e 93 reservatórios apresentam volume abaixo de 30%.

Em se tratando de volume morto, os açudes Jenipapeiro II (Baixio), Santo Antônio (Iracema) e Barragem do Batalhão (Crateús), lideram o ranking, que possui 31 reservatórios.

Já açudes secos, 14 é o número atualizado da Cogerh. Açude Faé, em Quixelô, está em primeiro lugar, seguido de Junco (Granjeiro) e Mareiro (município de Pereiro).

O açude que apresenta volume acima de 90% é de Germinal, localizado em Palmácia. Dados desta sexta mostram o reservatório com 96,46%.

Atualmente, o Ceará conta com 155 açudes, que possuem capacidade volumétrica de 18,62 bilhões m². No entanto, apenas 2,68 bilhões m² estão ocupados.

Com informações do O Povo